Momentos económicos… e não só

About economics in general, health economics most of the time

Comentários ao Plano Costa Silva (9)

Deixe um comentário

Continuando na leitura, chega-se à seção de oportunidades e vantagens competitivas de Portugal. O rumo da discussão toma desde logo a direção da energia e das transformações nesta área, mas depois cobre tudo um pouco – robótica, materiais, e até um “impacto extraordinário na longevidade da vida humana” (o que quer que isso seja, estamos a falar de 10 anos, 30 anos? Além da longevidade devia-se focar na qualidade da vida em idades avamçadas). E de repente foca-se nos elementos de transformação digital, tocando nas buzzwords atuais. Passado essa parte, cai-se na discussão do “controlo dos minerais estratégicos”, procurando uma visão de geopolítica e cruzada destes vários elementos. É uma discussão interessante pela que mostra dos interesses do autor. Infelizmente, é pouco consequente em termos de opções estratégicas para a recuperação económica. Dado que se está, supostamente, a falar de vantagens competitivas de Portugal, era importante ter uma discussão do posicionamento face aos restantes países – distinguir entre tecnologias e infraestruturas que é preciso um país ter para que as empresas possam participar plenamente nos mercados internacionais e elementos que permitam uma vantagem única e não imitável (pelo menos imediatamente) nem substituível às empresas de base portuguesa. Essa informação é necessária para conseguir definir então estratégias de investimento, e também também definir o que faz sentido dentro dos “seis futuros” que são apresentados (bem, na verdade não são “seis futuros”, são ideias que se podem complementar ou substituir). E sobretudo nessa discussão dos “seis futuros”, ou melhor de elementos de evolução possíveis, é preciso adicionar quais os agentes económicos e/ou políticos essenciais – é que o problema não se resume a “escolher” deste menu de ideias aquelas que se pretendem alcançar, é preciso saber como e quem o faz, e que instrumentos diretos e indirectos podem ser usados – definir um objectivo de um “futuro” e depois não ter instrumentos para lá chegar não terá grande utilidade.

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

Deixe um momento económico para discussão...

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s