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sobre a utilização de cuidados de saúde (7), 2012 vs 2014

1 Comentário

Pergunta de interesse é saber se ao ano de 2014 corresponde um estado de saúde das pessoas consideravelmente pior do que no ano de 2012.

Uma forma simples de avaliar o estado de saúde auto-percepcionado é através do questionário EQ5D (os valores para calcular este indicador podem ser encontrados aqui). Este indicador baseia-se nas respostas a um conjunto de perguntas simples, em que cada desvio à situação de saúde perfeita tem uma penalização.

Ora, para este indicador, as diferenças entre os dois períodos não são e a hipótese de ter igual indicador na amostra de 2012 e na amostra de 2014 não é rejeitada. Os valore do indicador EQ5D são de .8663762 em 2012 e de .8601565 em 2014, sendo estatisticamente indistintos.

Tal como todos os outros aspectos, também este é obviamente condicional aos dados recolhidos que não são muito provavelmente representativos de populações mais vulneráveis. Mesmo com essa cautela metodológica, e dado que há um aspecto de stress (ansiedade/angústia) geral, seria natural ter algum efeito sistemático de mais dois anos de crise.

A comparação feita usando emparelhamento (matching estimators) não dá qualquer diferença, mesmo quando se faz a comparação dimensão a dimensão do indicador EQ5D.

 

* nota: a partir daqui a análise técnica serve apenas para suportar o que está dito anteriormente *

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Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

One thought on “sobre a utilização de cuidados de saúde (7), 2012 vs 2014

  1. Penso que as cautelas que enuncia na análise destes dados são fundamentais para a sua leitura. Em primeiro, é necessário conhecer a amostra que foi utilizada e, como bem diz, de que é que ela é representativa; em segundo, deve destacar-se que “saúde percepcionada” é coisa bem distinta de “saúde”, mesmo na definição mais consensual da OMS; em terceiro, o impacto da crise na saúde não é passível de ser correctamente avaliado num período tão curto de tempo (quem deixou de tomar um anti-hipertensor em 2012 ou 2013 não sofre, muito provavelmente, nenhuma consequência perceptível em 2014). De qualquer forma ficarei atento à divulgação concreta dos resultados.

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