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série “janela do posto de trabalho” (2)

2 comentários

 

 
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Não, não são os vidros que estão sujos. É mesmo o nevoeiro que está do outro lado do vidro.

É semelhante aos cortes temporários que têm de ser permanentes mas não o serão, apesar de terem de ser porque não vamos voltar aos níveis anteriores. Nevoeiro.

O que me parece ser correcto é: os cortes actuais nas pensões e salários serão temporários; mas haverá no corte de salários e pensões actual uma parte que será temporária e uma parte permanente. O que falta saber: no mundo empresarial (o aparente referencial para uma nova política salarial na função pública), a produtividade dita, a prazo, a evolução possível dos salários. E dita de duas formas – a empresa só poderá pagar se tiver valor da produtividade gerado suficiente; oportunidades exteriores para os seus trabalhadores. E se a consequência da saída de bons trabalhadores nas empresas privadas poderá ser o seu encerramento, se não conseguir ter produtividade suficiente para pagar os salários que os trabalhadores conseguem obter noutro emprego alternativo, no caso da função pública não estou a ver qual a analogia – ficar apenas com os piores e deixar o serviço público degradar-se? ter que acompanhar os salários que possam ser tidos por essas pessoas no sector privado? Sem que haja uma clarificação do que será a política de recursos humanos, em geral, da função pública, falar apenas em cortes salariais será pouco. Será nevoeiro para compreender os desafios que realmente se colocam a uma administração pública que terá de possuir maior capacidade de resposta e e de adaptação às necessidades da sociedade. Enfim. Talvez nos próximos dias faça sol.

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

2 thoughts on “série “janela do posto de trabalho” (2)

  1. Obrigado Pedro, ainda não tive visto o teu texto; para quem acha o link demasiado “seco” e para incentivar a ir lá ver, o Pedro Rodrigues retoma um texto dele de há dois anos, onde faz os cálculos sobre quando se poderá repor, de um ponto de vista de equilíbrio das contas públicas, os subsídios – basicamente nunca num horizonte próximo; o que com o crescer da economia, a procura dos melhores profissionais irá criar um problema de gestão de recursos humanos à administração pública, qualquer que seja a sua dimensão – se o ajustamento na despesa se está a fazer pelo elemento “preço” (salário), em breve se começarão a sentir efeitos no elemento “qualidade dos recursos humanos”.

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