Momentos económicos… e não só

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sobre o funcionamento da economia

1 Comentário

Notei que mais uma vez os jornais têm dado destaque ao número de falências, normalmente com o tom de consequência da crise;

Porém, desde que há alguns anos se pode criar empresas na hora, esperava-se que o ritmo de geração de novas empresas aumentasse.

Ao mesmo tempo, pretende-se que se desenvolva uma mentalidade de empreendedorismo em Portugal – ou seja, criação de novas empresas, como fonte de criação de emprego e de riqueza.

Ora, de estudos ao longo de várias décadas, incluindo sobre a realidade portuguesa, sabemos que muitas das empresas não sobrevivem aos primeiros anos, e que a uma maior criação de empresas irá normalmente suceder uma também maior extinção de empresas. É, por isso, relevante que juntamente com o número de falências seja dado o número de criação de novas empresas, e até mesmo o sucede em termos de fluxos líquidos de criação ou destruição de emprego (isto é, a diferença entre emprego criado e emprego destruído). Só assim teremos uma visão adequada do que se está a passar na economia.

 

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

One thought on “sobre o funcionamento da economia

  1. recebi, por mensagem privada, a seguinte informação:

    “Apenas a título de curiosidade, eis a percentagem de insolvências do ano face ao total de constituições do mesmo ano, nos respectivos distritos. Compilei dados de 2010:

    Braga 32%
    Aveiro 27%
    Santarém 23%
    Porto 22%
    Leiria 19%
    Viana do Castelo 18%
    Coimbra 18%
    Castelo Branco 18%
    R. A. Madeira 16%
    Viseu 15%
    Évora 12%
    Portalegre 12%
    Lisboa 11%
    Guarda 11%
    Setúbal 10%
    Faro 9%
    Beja 8%
    R. A. Açores 7%
    Bragança 6%
    Vila Real 6%

    A ordem dos distritos é semelhante no caso do rácio de insolvências pelo total de empresas já existentes:

    Braga 2,1
    Aveiro 1,4
    Porto 1,3
    Viana do Castelo1,0
    Santarém 1,0
    R. A. Açores 1,0
    Coimbra 1,0
    Viseu 0,9
    Leiria 0,9
    R. A. Madeira 0,8
    Castelo Branco 0,8
    Évora 0,7
    Portalegre 0,7
    Lisboa 0,6
    Guarda 0,6
    Setúbal 0,6
    Faro 0,4
    Beja 0,4
    Vila Real 0,4
    Bragança 0,3”

    Seria interessante ter também a mesma informação em termos de volume de emprego. Há várias leituras que podemos tentar fazer destes números:
    – zonas mais dinâmicas deverão ter maior taxa de insucesso de novas empresas (e não menor)
    – provavelmente, tal como foi encontrado em estudos passados, os fluxos líquidos de emprego são de dimensão bastante mais reduzida que os fluxos brutos
    – a idade média das empresas é mais baixa nas áreas mais dinâmicas, mas as empresas que sobrevivem renovam mais o tecido empresarial

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