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Seguir a candeia que vai à frente

2 comentários

Dos três países do euro em apoio da troika, temos olhado mais para a turbulência da Grécia do que para a calma da Irlanda.

Talvez seja a altura de um maior equilíbrio nas nossas atenções. Saiu há dois dias o resultado do acompanhamento do FMI à Irlanda, aqui. O resumo é simples: estão a tomar as medidas acordadas, estão a fazê-lo antes do tempo acordado, esperam crescimento positivo para 2011, criaram um conselho de finanças públicas, tudo isto apesar da febre de downgrade da Moody’s também os ter atingido. Continuam o seu caminho com aparente calma.

Interessante também no que possa constituir de exemplo, a nomeação de Stefan Gerlach para um posição importante no Banco Central da Irlanda (noticia aqui): nasceu na Suécia, leccionava em Frankfurt, depois de ter passado por várias posições internacionais de destaque. O lema irlandês foi pescar o melhor possível no lago de talento global. É um passo que também ganharíamos em dar, de uma forma generalizada, em Portugal.

Olhemos, por isso, mais para a Irlanda como sendo a candeia que vai à frente.

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

2 thoughts on “Seguir a candeia que vai à frente

  1. Nao é preciso mais importaçoes..o que é nacional é bom!
    Ha ca em Portugal gente boa com experiencia na gestao de empresas (Horta Osorio, Vitor Bento, etc..)
    O metodo de trabalho na Irlanda foi bom, o de incluir a ajuda do Estado aos bancos no defice orçamental, talvez aqui em Portugal nao se tenha em conta a real dimensao do buracao do BPN (e o proximo que se adivinha, BCP, com a mudança dos seus estatutos em que o dinheiro emprestado pelo Estado se puderá converter acçoes do proprio banco).
    E depois a CGD tece comentarios às avaliaçoes das agencias de rating que tem (é que se nao fosse os avais do Estado nao emprestava dinheiro ao BPN).
    O que falta em Portugal é a transparencia e clareza nos objectivos, nao é recursos humanos capazes.

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  2. E ja agora, acrescento, a Irlanda é um caso de aparente calma, pois a Gra-Bretanha emprestou muito dinheiro à Irlanda. Os dois precisam um do outro, é um caso diferente do de Portugal e Grecia, tendo por base este prisma. Para nao falar da dimensao do sub-prime na banca Irlandesa.
    OBS: O caso da Islandia tambem é um caso de calmaria, porque nos PIIGS nao interessa responsabilizar os politicos. So interessou pelo caso da banca de internet, para pagar ao Estado Ingles e Holandes.

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