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sobre envelhecimento, cuidados de saúde e despesas em saúde

1 Comentário

na semana passada decorreu no ICS um colóquio sobre envelhecimento, inserido num ciclo de três eventos (programas aqui). Calhou-me falar sobre cuidados de saúde, envelhecimento e custos que virão aí (what else?). A minha mensagem principal é a mesma de outras apresentações, mesmo com informação actualizada:

a) os custos com envelhecimento, entendido como alteração da estrutura etária da população, mantendo tudo o resto constante, não foram uma pressão enorme sobre os custos, e correspondem a cerca de 10% do aumento das despesas em saúde nos últimos 25 anos.

b) não é previsível que a situação se altere de forma radical;

c) a principal barreira de acesso a cuidados de saúde na população de idade mais avançada (65+ anos) está nos medicamentos, nas restantes barreiras de acesso, não têm diferenças substanciais para a população mais nova (15-64 anos).

d) o grande desafio do envelhecimento será organizacional, não financeiro. Outros aspectos trarão desafios financeiros mais importantes.

A minha apresentação está disponível aqui.

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

One thought on “sobre envelhecimento, cuidados de saúde e despesas em saúde

  1. Os custos em saúde nas faixas etárias mais avançadas prendem-se com complicações de doenças crónicas. Doenças cardio-vasculares (AVCs, EAM) que tem agora uma sobrevivência maior mas com custos muito acrescidos devido ao grau de dependência causado. Estas doenças são preveníveis comabtendo os seus factores de risco – HTA, DM II, tabagismo, etc.
    Os custos em saúde têm subido porque vamos ao longo dos anos aumentando os ‘dependentes’ do sistema, os doentes.
    Se não investirmos mais em prevenção primária e secundária, diminuindo a montante o número de pessoas a necessitar de apoio médico e social, não diminuiremos no futuro o caudal a jusante!
    Mas os ciclos políticos fazem-se em 4 anos. Não interessam resultados em uma década ou mais!
    Organizacionalmente, teremos de criar muitas mais camas de cuidados continuados, integrando o sector da saúde e social, com modelos de financiamento que penalizem o recurso sistemático dos seus utilizadores a cuidados hospitalares para agudos.

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