Momentos económicos… e não só

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13ª Conferência Nacional de Economia da Saúde (6)

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A terceira sessão plenária da conferência esteve a cargo de Diogo de Lucena, que fez uma discussão global sobre o sistema de saúde.

Começou por chamar a atenção para o ponto de partida da discussão: nem sempre a visão de curto prazo é amiga da visão de longo prazo, por um lado, e os sistemas de saúde foram criados em momentos muito diferentes do actual e os problemas que então procuravam resolver não são os problemas de hoje. O acesso foi a principal preocupação, que levou ao sistema de financiamento público de prestação pública, com benefícios para a população. Mas os problemas de hoje decorrem de factores exteriores: a inovação e as restrições financeiras que se tornaram mais agudas no sector público.

O sistema de saúde tal como desenhado inicialmente está-se a tornar demasiado consumidor de recursos, não será sustentável mesmo que existisse a crise. A questão central é como alcançar o objectivo de população saudável ao longo da vida dentro dos recursos que a sociedade pode disponibilizar. Ou como o sistema deve responder às tendências exteriores.

As respostas estarão em diversos aspectos. Procurar tecnologia que crie oportunidades para aumentar benefícios e reduzir custos. Usar a concorrência como forma de baixar custos e procurar lidar com os perigos inerentes à concorrência de outra forma. Procurar soluções e não “a” solução (a solução adequada pode ser diferente em locais diferentes e em momentos distintos).

Levar a sério a ideia de cuidados centrados no doente (e não em doenças), com o que isso reimplica de rever processos de circulação do doente no sistema de saúde. Actuar sobre determinantes económicas e sociais da saúde e comportamentos individuais e comunitários para a prazo se reduzir a pressão sobre a procura de cuidados de saúde.

Outros aspectos focados: papel da investigação em saúde pública, investigação clínica e de translação, educação e literacia, ciência e tecnologia, a importância de vir a ter um maior contínuo de perfis profissionais na saúde. Crucial ter um sistema flexível e adaptável – dar respostas às necessidades actuais e conseguir modificar-se para dar respostas às necessidades futuras (algumas das quais desconhecemos hoje quais serão), pensar as regras d jogo para multiplicidade e diversidade de problemas, desenhar os incentivos correctos e a desenvolver a capacidade de experimentar.

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

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