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a ponte de vitor gaspar

1 Comentário

Vitor Gaspar entrou em roadshow, lá fora e cá dentro com uma longa entrevista ao Diário Económico. Dessa entrevista ressaltam vários elementos:

– ao fim destes meses, mantém o rumo decidido, apesar das incertezas. O discurso público limou algumas arestas, mas no essencial permanece a mesma consistência inicial. Continua a manter a postura do técnico envolvido na política quase por acaso.

– o reconhecer da importância da comunicação em primeira mão no exterior do que se está a passar em Portugal; é um exercício que faz parte da estratégia para ganhar confiança internacional na economia portuguesa, e que pode ser útil não apenas por causa  dos mercados financeiros, mas também pelo investimento directo estrangeiro

– grande cuidado político em não assumir protagonismo para além do cumprimento das metas assumidas para as contas públicas

– a novidade é um optimismo mais evidente sobre o crescimento da economia, e pela primeira vez responde com um valor sobre o crescimento económico esperado como resultados das reformas em curso (estou curioso; prudentemente, não há promessas de criação de não-sei-quantos milhares de postos de emprego.

Nada de verdadeiramente surpreendente, mas a consistência e persistência por vezes são surpresa em si mesmas.

Vitor Gaspar termina a entrevista da seguinte forma:

“Portugal está a meio da ponte? Ou ainda não chegamos lá? Estamos a aproximar-nos do meio da ponte.” Esperemos que a ponte esteja construida totalmente!

Em qual das pontes estamos?

 

 

 

 

 

 

 

post gémeo com o blog No Reino da Dinamarca

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Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

One thought on “a ponte de vitor gaspar

  1. Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE's avatar

    comentário recebido via facebook:

    A imagem da ponte – que Cavaco usava nos anos 90 noutro contexto – é sempre bastante feliz. Nos meus momentos mais cépticos sobre “Portugal no euro” imagino pessoas a correr na ponte, com o tabuleiro a desfazer-se sob os seus pés. Optimismo é pensar que as pessoas correm mesmo depressa – ou que o tabuleiro se desfaz menos rapidamente… Um abraço

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