Momentos económicos… e não só

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voltando à TAP e a 30 milhões de dano – desabafo como consumidor

Fiquei surpreso com uma afirmação atribuída a um responsável do sindicato dos pilotos que faz neste momento uma greve na TAP: “Conseguimos infligir um dano de 30 milhões de euros na companhia e penso que isso não devia ser desvalorizado pelo Governo“.

A surpresa não está em que tenham conseguido provocar um prejuízo desta natureza à TAP (que se for pago pelos contribuintes portugueses num valor per capita daria 12 euros para 4 pessoas).

Humildemente confesso que contribui para esse prejuízo – tendo uma viagem a realizar por motivos profissionais dentro da janela de greve, optei por marcar noutra companhia para me poupar a maçada de eventual cancelamento do voo. Mas o que eu gostaria mesmo era de ter tomado essa decisão, tendo como resultado que a perda de receita fosse total e integralmente imputada aos grevistas, e não prejudicasse os restantes trabalhadores da TAP.

Desabafos de um utilizador regular da TAP que não tem a opção de fazer greve apenas ao serviço fornecido pelos pilotos grevistas…


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parabéns à Nova Medical School / Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

que ontem recebeu a medalha de ouro de serviços distintos atribuída pelo Ministério da Saúde. Com a pouca qualidade do fotógrafo, uma memória com o Director da Nova Medical School, Jaime Branco, e o Reitor da  Universidade Nova de Lisboa, António Rendas.

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PORDATA, indicadores, concurso e prémios

A PORDATA além de disponibilizar informação, agora faz um exercício não de crowdfunding mas de crowdsourced ideas – quem tiver ideias para indicadores que contem histórias relevantes, em qualquer área, e que usem os dados já presentes na PORDATA, seja dados municipais, portugueses, ou europeus, tem a possibilidade de propor que sejam incluídos na PORDATA. E ainda poder ganhar alguma coisita além da imortalidade do reconhecimento da proposta.

Um bom ponto de partida é ir revisitar as séries que nalgum momento já se foram buscar ao site da PORDATA para cálculos de apoio, e ver se descrevem uma realidade que valha a pena ser contada de forma genérica.

O desafio é interessante por também obrigar a pensar no que é útil calcular, e não apenas coleccionar séries de números ;-). Ah, ainda se tem tempo, a data limite é na terceira semana de maio de 2015.

A informação de anúncio é copiada do blog De Rerum Natura, porque me poupa o trabalho:

Concurso PORDATA Inovação

Anúncio recebido da PORDATA, base de dados de Portugal:

No âmbito da celebração do 5º aniversário da PORDATA, a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) apresenta a primeira edição do Prémio PORDATA Inovação.

Esta é uma iniciativa que, uma vez mais, dentro da missão da FFMS, procura promover e aprofundar o conhecimento da sociedade portuguesa.

O Prémio PORDATA Inovação pretende reforçar a articulação entre a PORDATA e os agentes de produção de conhecimento, incentivando o desenvolvimento de indicadores inovadores, que representem uma mais-valia para a compreensão das dinâmicas da sociedade. É, por isso, especialmente encorajada a participação da comunidade científica nacional.

Ver o link: Pordata

Prazo final de apresentação de propostas: 23 de Maio 2015.


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mantas

numa universidade deste país, visitada há pouco tempo, o aquecimento local baseado numa relação de confiança

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notas de euro

Há uns dias surgiu-me via facebook uma “discussão” sobre as letras nas notas de euro, que representam o país que as produziu (ver aqui a lista de países e respectivas letras), e que referia um texto num blog perto de si que ligava essas letras à produtividade de cada país (!) e que os euros feitos em Portugal teriam um valor diferente dos euros feitos (=impressos) noutros países, por exemplo, Alemanha (???).

Esta é claramente uma das mais delirantes “teorias de conspiração” que me lembro de ter visto. Só por curiosidade, a produção de notas é atribuída a cada país pelo Banco Central Europeu, conforme pode ser visto aqui.

Mesmo assim, pode sempre ficar um ponta de preocupação em alguém. E já agora, proporcionou-se a necessidade de levantar notas de euro numa máquina de levantamento automático belga e fiz o mesmo numa máquina em Portugal, 10 notas em cada caso. As letras resultantes em cada levantamento estão na tabela seguinte:

Letra País Bélgica Portugal
P Holanda 3 5
M Portugal 1 3
X Alemanha 3 1
H Eslovenia 1 1
E Eslováquia 1
L Finlândia 1
F Malta
G Chipre
N Austria
S Itália
T Irlanda
U França
V Espanha
Y Grécia
Z Belgica

Fiquei mais descansado, mais de metade das notas que obtive foram produzidas noutros países que não Portugal.  Talvez não seja preciso ficar muito preocupado afinal, as notas circulam por todo o espaço do euro (e fora dele) e sem qualquer relação com o local onde foram produzidas (isso é escolhido pelo Banco Central Europeu, difere de ano para ano que país produz que notas). Quem tiver notas debaixo do colchão não precisa de se desfazer das que tenham letra Y (Grécia) ou M (Portugal).

Se tiver paciência para ir anotando números de notas de euro, daqui a uns meses faço uma actualização com mais valores.

(actualização às 17:05 – entretanto fica a recomendação do site  https://en.eurobilltracker.com/diffusion/ que faz esse seguimento; sugestão por cortesia de Jorge Leitão).


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e o post do dia foi substituido por “je suis charlie”

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e o evento que mais marcou 2014, em termos económicos, foi

a) não o ter-se mantido o euro (ainda houve quem apostasse no seu fim no início do ano, mas agora para 2015, isso parece ter desaparecido), mas podia ter sido;

b) não o fim do programa de ajustamento, apesar do contador decrescente (inicialmente com data errada) que até existiu;

c) não a prometida reforma do estado, ainda que adiada e provavelmente mal entendida no que deve ser: a criação de um processo continuo de melhoria do estado, em lugar de um big bang determinado por algum (ou alguns) iluminado(s)

d) não o “estourar” do GES, com o BES a ser dividido, apesar do prometido impacto sistémico ter até ver sido bastante contido, se exceptuarmos a PT e o seu ruinoso “investimento” (aspas porque se duvida que tenha sido investimento no sentido que habitualmente se dá);

A meu ver, a verdadeira novidade económica esteve ligada ao GES, mas não pela intervenção do Banco de Portugal, ou pelo que se vai descobrindo do funcionamento interno do GES.

O que marca uma viragem decisiva face ao passado é a decisão do Governo de deixar falir o que era visto como o banco do regime, levando a sério o funcionamento da economia, e impondo o ónus de má gestão e de decisões erradas a quem as toma. É certo que pelo meio houve “danos colaterais”, nomeadamente quem desconhecendo os riscos tenha ido ao aumento de capital do BES, mas não há investimento em acções que sejam imunes ao risco. De qualquer modo, o diferente está na atitude perante as grandes empresas, mesmo financeiras. Se esta for uma mudança permanente, então um elemento importante da “reforma do estado” terá sido alcançado. Faltarão muitos outros. Mas a sensação de que o Estado não tem como missão salvar grandes empresas, privadas, dos seus erros de gestão é fundamental para um bom funcionamento da economia. Para que empresários mais inovadores se possam colocar objectivos de “destronar” empresas reinantes, que não irão ter possibilidade de recorrer ao Estado para as proteger.

Veremos se esta primeira decisão é seguida, no futuro, por outras similares, mesmo que venham a ser governantes diferentes a tomá-las. Será uma mudança mais profunda que muitos eventos que se classificaram como caracterizadores de 2014.

Como nota final, tinha pensado em não comentar o ano de 2014, e não fazer previsões para 2015. Cumpro apenas a segunda parte, pois quanto à primeira parte, depois de várias leituras e comentários sobre o que foi 2014, cheguei à conclusão que não alinhava pelo mesmo olhar de muitos comentadores.


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Blog: 2014 in review, by courtesy of WordPress

Com um obrigado aos leitores e comentadores deste blog, a informação coligida pelo WordPress.

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2014 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The Louvre Museum has 8.5 million visitors per year. This blog was viewed about 99,000 times in 2014. If it were an exhibit at the Louvre Museum, it would take about 4 days for that many people to see it.

Click here to see the complete report.


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1000 posts, agora 1001 posts…

Objectivo para 2014 alcançado, mesmo no final do ano, e o que diz a internet?

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um conto de Natal, da Twilight Zone,

The night of the meek, com os cumprimentos da internet.

Feliz Natal! (é só cantar com José Feliciano, em caso de dúvida)