Momentos económicos… e não só

About economics in general, health economics most of the time

Operação “remédio santo”, mais uma e não a última…

7 comentários

Para além dos nomes das operações, não se pode deixar de colocar uns quantos “like” (a linguagem do momento) na actuação contra a fraude no sector da saúde. Podem não ser montantes muito elevados por agora, no sentido em que não pagam a dívida específica do sector, mas este combate à fraude é importante.

Mostra, por um lado, que na área da saúde não se é diferente das outras quando há tentações de dinheiro ilícito e esquemas. E mostra que há um caminho a fazer. 

Aplaudindo o mérito deste combate, esperando que chegue também aos aprovisionamentos nas unidades de saúde e a contratações diversas. São “zonas de perigo” noutros sectores, e como se vê neste aspecto não há razão para o sector da saúde ser diferente. 

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

7 thoughts on “Operação “remédio santo”, mais uma e não a última…

  1. parafraseando a música acrescento ainda:
    < Quando o pecado mora ao lado, a vida ganha outra emoção(…)te quero tanto, remédio santo p’ra mim >

    Gostar

  2. O combate à fraude é sempre bem-vindo. O que não é bem-vindo é este jogo sujo do ministério da saúde ao optar por este timing cirurgicamente escolhido para a divulgação dos resultados de uma investigação que teve a colaboração de instituições sob a sua tutela. E sim, o Professor Pedro Pita Barros tem razão: não será a última tentativa do Ministério da Saúde de denegrir a imagem dos médicos que tudo estão a fazer para defender um Serviço Nacional de Saúde com a qualidade que lhe é exigida.

    Gostar

    • Infelizmente, o trabalho que a Ordem dos Médicos faz é mais do que suficiente para denegrir a imagem dos médicos!

      Dois Exemplos:
      1.ª O Silêncio cúmplice à forma como alguns médicos estão no público e no privado.
      2.º A forma como só em casos de pressão mediática forte é que a Ordem actua em termos públicos contra os seus membros. Porque os outros casos morrem na sua burocracia.
      Haverá algum exemplo de quando a Ordem dos Médicos tenha sido chamada a prestar informações, não foi razão de perda de tempo (meses).Seja em sede de tribunal ou outra?

      Como me diz um Primo médico:”Tenho vergonha da Minha Ordem”.

      A Fraude, como forma habitual de negócio na nossa sociedade é o que mais precisamos de mudar

      Gostar

  3. Caro Hugo,
    não creio que seja uma tentativa de denegrir a imagem dos médicos, nem que creio que a imagem dos médicos em geral saia prejudicada; que houve médicos envolvidos, ok, mas isso não lança uma mancha de suspeita sobre toda a classe; tal como desfalques e fugas de contabilistas não desacreditam os contabilistas; as previsões e os economistas será um caso mais complicado?!
    De qualquer forma, é plausível que haja outras áreas a precisar de atenção e que não envolvem necessariamente médicos.
    Como referi, os problemas de fraude não são específicos do sector da saúde, nem seria de esperar que o sector a eles tivesse escapado.

    Gostar

  4. Esta fraude só e possível por uma articulação concertada de vários actores do sistema:
    O medico que passa receita a reformados com comperticipacoes a 100 % – com conivência do sector administrativo se as receitas vem do SNS.
    De qualquer forma este e o inicio obvio da fraude, mas só possível pela cobrança ilícita da farmácia – e a farmácia que cobra o dinheiro e eventualmente o distribui para outros agentes. E parece incrível que a ANF e a ACSS não tenham mecanismos de alerta para viés de prescrição por bric e não investiguem quando detectam desvios ….
    A ligação ao armazenista que exporta produtos já pagos no mercado nacional.;
    Finalmente a regulação também falha e o deslumbramento por aumentarem as exportações deveria ser mitigado com uma procura clara de causas explicativas.
    Acho importante que rapidamente se esclareça esta situação e se criem mecanismos de controlo eficientes.
    Não compreendo como quem paga não controla se há desvios em relação ao produzido/ importado e facturado…..
    Também nunca entendi como e tratado contabilisticamente pela farmácia a venda e comparticipação das unidades que são oferecidas pelo armazenista ou laboratório.
    Poderei estar enganada, mas superficialmente,com a diminuição do custo de medicamentos, diminuição do poder de compra dos cidadãos o montante de gastos no sector pelo SNS não para de subir.
    E um tema que merece mais estudo e não me surpreenderia que existissem outras fraudes .

    Gostar

Deixe um momento económico para discussão...

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s