Momentos económicos… e não só

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A Nova Medicina, por JLA (11)

3 comentários

Na preocupação com a sustentabilidade  dos sistemas de saúde, JLE faz referência à comparative-effectiveness research, que tem o nome de economic evaluation na Europa, e avaliação económica de tecnologias em Portugal– são termos diferentes para  a mesma coisa. Apesar das diferenças entre os dois lados do Atlântico, há uma convergência de princípios para utilização de técnicas de avaliação económica aplicadas à área da saúde, como forma de organizar a forma como a inovação é acolhida nos diferentes sistemas de saúde. A este respeito, o Handbook of Health Economics (Volume 2), tem dois artigos de revisão de literatura sobre aspectos de avaliação económica, ambos os artigos com um autor europeu e um autor norte-americano para se ter em cada um desses capítulos uma visão abrangente dos problemas e das técnicas usadas.

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Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

3 thoughts on “A Nova Medicina, por JLA (11)

  1. Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE's avatar

    Recebido via facebook:

    [1] Vale apena ler o handbook que sugere que está acessível via science direct. Porém a área de Health Technology Assessement é ainda muito pouco explorada cá. Para conhecer melhor os conceitos e as orientações metodológicas HTA, recomendo a leitura do site National Information Center on Health Services Research and Health Care Technology (NICHSR) http://www.nlm.nih.gov/nichsr/hta101/ta101_c1.html, onde está um artigo de Clifford S. Goodman, do Lewin Group. Entre outras recomendações de leitura, o autor sugere as seguintes sobre Cost-Effectiveness and Related Economic Analyses em HTA:

    Cost-Effectiveness and Related Economic Analyses in HTA
    Doubilet P, Weinstein MC, McNeil BJ. Use and misuse of the term “cost effective” in medicine. N Engl J Med. 1986;314(4):253-6.

    Drummond MF, Davies L. Economic analysis alongside clinical trials: revisiting the methodological issues. Int J Technol Assess Health Care. 1991;7(4):561-73.

    Drummond MF, O’Brien B, Stoddart GL, Torrance GW. Methods for the Economic Evaluation of Health Care Programmes. Second Edition. Oxford, England: Oxford University Press; 1997.

    Eddy DM. Clinical decision making: from theory to practice. cost-effectiveness analysis. Is it up to the task? JAMA. 1992;267(24):3342-8.

    Eisenberg JM. Clinical economics: A guide to the economic analysis of clinical practices. JAMA. 1989;262(20):2879-86.

    Gold MR, Siegel JE, Russell LB, Weinstein MC. Cost-Effectiveness in Health and Medicine. New York, NY: Oxford University Press; 1996.

    Laupacis A, Feeny D, Detsky AS, Tugwell PX. How attractive does a new technology have to be to warrant adoption and utilization? Tentative guidelines for using clinical and economic evaluations. CAMJ. 1992;146(4):473-81.

    Poe NR, Griffiths RI. Clinical-economic trials. In Tools for Evaluating Health Technologies: Five Background Papers. US Congress, Office of Technology Assessment, 125-49. BP-H-142. Washington, DC: US Government Printing Office; 1995.

    Russell LB. Opportunity costs in modern medicine. Health Aff. 1992;11(2):162-9.

    Warner KE, Luce BR. Cost-Benefit and Cost-Effectiveness Analysis in Health Care. Ann Arbor, Mich: Health Administration Press; 1982.

    Weinstein MC. Principles of cost-effective resource allocation in health care organizations. Int J Technol Assess Health Care. 1990;6(1):93-103.

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  2. Ana Paula Martins's avatar

    Pedro boa referência. Permito-me apenas a recordar, porque é a minha área de interesse nos últimos anos e tenho estado envolvida na discussão de HTA a nivel europeu, que a Efectividade Comparativa tem como objectivo principal a avaliação do benefício clinico (social, depende dos EM) da tecnologia. Os dados que gera (a maior parte através de estudos observacionais mas também de ensaios pragmáticos) serve para determinar o impacto económico da tecnologia e o seu valor. É um pormenor mas achei que era importante. Happy to discuss!

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  3. Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE's avatar

    Olá Paula,
    Obrigado pelo teu comentário.
    A minha perspectiva está mais na interpretação do porquê dessa diferença entre efectividade comparativa e avaliação económica, e de a primeira tentar ser diferente da segunda. A única razão substancial que detecto para se fazer essa diferença é nos Estados Unidos o termo “avaliação económica” ser conotado com alguma forma de intervenção pública, a que daquele lado do Atlântico são instintivamente avessos. Ao focar no aspecto clínico, acaba por tornar-se mais fácil a divulgação e utilização das técnicas de análise.
    Mas esta é a minha interpretação ;-).

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