Momentos económicos… e não só

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encerramento da maternidade alfredo da costa

5 comentários

num primeiro momento, tinha decidido não escrever sobre este tema. como aparentemente se está a entrar numa escalada (sem grande sentido a meu ver), será bom procurar assentar ideias, e o primeiro passo para isso é procurar informação adicional, de forma a que a carga emocional do assunto possa ser temperada com alguma racionalidade. A minha “lista de informação desejada” é:

– qual a capacidade instalada para partos em Lisboa, antes e depois da abertura do novo hospital de Loures

– onde foram realizados, antes da abertura do novo hospital de Loures, os partos de grávidas oriundas desse concelho?

– qual o peso dos partos oriundos do concelho de Loures em cada um dos hospitais de Lisboa que receberam os nascimentos?

– quantos partos tem, em número absoluto, cada hospital que não são oriundos do concelho de Loures?

pode-se responder com o número total de partos e também apenas com os partos que não tiveram complicações, se se quiser

a resposta a estas perguntas permite perceber em que medida tem que haver um reajustamento dos equipamentos disponíveis face à abertura do novo hospital de Loures, e que movimentos de concentração de actividade são possíveis ou desejáveis.

Para os profissionais e para a população, ainda antes de incluir o aspecto económico-financeiro, não terá especial interesse maternidades em que não existe actividade suficiente.

E no aspecto económico-financeiro, quanto é que os contribuintes estão dispostos a pagar por capacidade instalada e não usada é a pergunta que tem de ser feita. Mas ainda antes de lá chegar, só pelos aspectos técnicos, com a informação adequada se conseguirá perceber qual é o melhor rumo a seguir.

Se alguém souber destes dados, importa-se de indicar onde se pode obter a informação?

(o que conseguir encontrar, disponibilizo)

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

5 thoughts on “encerramento da maternidade alfredo da costa

  1. Pensava que tinha aberto o seu computador para escrever sobre isso e não apenas um memorando de intenções. Sabe, Pedro Pita Barros, detesto novelas em comprimidos ou doses repartidas. Se era para sondar possível interesse, garanto-lhe que o caso não é tão somente emocional e empolado como diz. Eu como nasci na Maternidade Dr. Alfredo da Costa e consequentemente na freguesia de São Sebastião da Pedreira, sou daqueles portugueses que estão em vias de se ver orfão de origem de uma só assentada. E porquê? Isso terá que perguntar aos membros do executivo que “tão bom trabalho têm estado a fazer”.

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  2. Lamento não ter correspondido à sua expectativa. Convido-o a dar uma leitura na actualização da informação, neste novo post

    https://momentoseconomicos.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=1571&action=edit&message=6&postpost=v2

    para o qual beneficiei de comentários e sugestões de leitores do blog.

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  3. Pingback: Sobre o encerremento da Maternidade Alfredo da Costa « O Insurgente

  4. Pingback: Sobre o encerremento da Maternidade Alfredo da Costa | thenewsfinder.com

  5. comentários recebidos via facebook:
    [1] O ministério da saúde continua a ter muita dificuldade na comunicação com as populações e apesar disso nao prepara os dossiers para dar aos jornalistas na altura em que anuncia decisões que, sabe-se, terão grande impacto. A queda do ministro Correia de Campos nasceu assim.

    [2] Not sure as an economist but sad as a mother…

    [3] o maior problema de Portugal é a “falta de escala”… assim, nunca seremos economicamente viáveis!

    [4] Era tão bom que em vez do diz que disse, de vozes diferentes a contradizerem-se, de precipitações, se avançasse com a informação toda de uma vez, bem explicada e documentada. As pessoas podem continuar a não entender, mas aí já não se pode dizer que o governo não tentou…

    [5] Finalmente racionalidade!!

    [6] ESSENCIAL É NÃO SE MENTIR E AVALIAR ALÉM DA SEGURANÇA, A DISPONIBILIDADE DE RECURSOS TÉCNICOS. A EFICÁCIA ( Q ) PODE SER ENTÃO OBJECTIVÁVEL.

    [7] Faço minhas as palavras de [1]. É pertinente este comentário do Pedro Pita Barros, mas eu […] gostaria que o Ministério da saúde tivesse justificado tecnicamente o encerramento da MAC.

    [7] Quanto a si Pedro Pita Barros gostaria de o ver escrever ou falar sobre os pros e os contras de tal decisão..

    Pedro Pita Barros […] no meu blog em encontra um post posterior com alguns dados e um inicio de discussão de pros e contras

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