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o valor estratégico de delegar decisões

4 comentários

Sendo evidentes as dificuldades dos Governos em lidar com contratos com privados, a delegação de decisões poderá ser uma forma de ganhar credibilidade nessa negociação.(?)

Na verdade, esta é mais uma interrogação do que uma afirmação. Mas vejamos se poderá funcionar – se o Estado nas (re)negociações com situações de rendas protegidas por contratos ou cláusulas delegar a sua representação em pessoas ou entidades cuja remuneração dependerá do sucesso dessa negociação, conseguiria ou não obter melhores resultados com menor esforço? Ao focar o interesse do negociador exclusivamente no resultado da negociação, aspectos laterais deixam de ser relevantes ou contemplados, deixando de ser arma negocial do outro lado. Se a avaliação das parcerias público privadas tiver como consequência a realização dessas negociações, faria sentido avançar nesta direcção? Não tenho a certeza, mas parece-me valer a pena explorar o potencial de dessa forma obter melhores resultados para o bolso do contribuinte.

Se atentarmos às diversas notícias sobre rendas em sectores económicos, ou em pedidos de compensação ao Estado por alterações contratuais, creio que o Estado deve procurar reforçar o seu poder negocial das formas possíveis.

Desconhecida's avatar

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

4 thoughts on “o valor estratégico de delegar decisões

  1. ceu's avatar

    a assimetria de informação é lixada!

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  2. Aida's avatar

    A verdadeira questão é: dificuldades na (re)negociação ou interesses privados?

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  3. Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE's avatar

    estava a pensar num outro elemento para além quer da assimetria de informação quer dos “interesses privados”.

    o estado enquanto negociador acaba por ser sensível a outros aspectos laterais nessas negociações em vez de se focar unicamente no valor que pode obter no contrato – para quem negoceia por parte do estado é provavelmente mais importante encontrar um acordo rapidamente como medida de sucesso dessa “sua” negociação do que demorar mais tempo e conseguir uma maior redução do valor a pagar – no caso da negociação ser rápida o negociador recolhe os louros, no caso de o valor não ser tão baixo como poderia ninguém sabe muito bem (para além do outro lado da negociação) se é bom ou não, e sobretudo se fosse mais baixo o negociador nada ganharia com isso.

    E como do outro lado é fácil reconhecer que há outras dimensões para além do valor, é melhor argumentar para esses lados do que insistir no valor.

    Ora, recentrar o interesse da pessoa que está a negociar pelo lado do estado no valor poderá ser uma forma de extrair melhores contratos.

    Claro que depois podemos adicionar outros “interesses” que desalinham o interesse de quem está a negociar pelo lado público do objectivo de baixar o valor a pagar.

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  4. Nelson Mendes's avatar

    O conceito de valor público é dificil definir.

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