Momentos económicos… e não só

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e as noticias são:

8 comentários

Depois de uma tarde a rever trabalhos e a preparar o regresso às aulas, uma olhada rápida pelos títulos das noticias online (têm ligeiras variantes de acordo com quem escreve):

PS quer taxa adicional de 3,5 por cento no IRC para empresas com lucros acima dos dois milhões de euros
Vice-presidente do PSD quer imposto sobre poluidores

e continuo sem perceber porque é que a “força criativa” se continua a voltar para aumentar impostos, sobretudo os ditos extraordinários – para além da sua capacidade de gerar receita, que tem de ser avaliada, se são extraordinários, mas a despesa é estável, como é que impostos extraordinários este ano resolvem o problema de fundo? Uma coisa é dizer que precisamos de espaço para respirar e cortar a despesa, outra é estar esperar que tudo se resolva por isso e ir colocando remendos todos os anos.

Imposto sobre os poluidores – é pelo menos diferente das ideias mais comuns pelos dias de hoje, mas tem a curiosa característica de se a prazo o comportamento dos poluidores se alterar, poluindo menos, a receita desce (e poluirem menos é bom!); os impostos destinados a corrigir comportamentos não conseguem atingir dois objectivos com sucesso: corrigir o que se pretende e dar receita significativa.

E agora será que se consegue apresentar ideias concretas para reduzir a despesa? sim?

Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

8 thoughts on “e as noticias são:

  1. – encerrar empresas, institutos e fundações de valor acrescentado dúbio…
    – limites máximos aos ordenados de directores e afins de organizações públicas
    – utilizar sistemas de contabilidade de custos e transparências nas contas públicas
    – fiscalização e penalização às fraudes e afins
    – corrigir a cultura despesista… “a luz é para deixar apagada; o pc é para desligar; a torneira é para fechar; o papel é para usar com racionalidade…”

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  2. Pingback: e as noticias são: (via Momentos económicos… e não só) | Nuno Anjos Pereira

  3. Eu vou mais longe. Dado que o Estado que temos é insustentável, deveria haver uma refundação do conceito de serviço público. Na sociedade e nos partidos politicos deveria pensar-se mais no Estado que precisamos e no Estado que podemos ter. Insistimos em remendar o Estado que temos mas não se sabe ao certo onde queremos chegar, qual o objectivo. Como eu escrevia no Dinamizar Portugal (ouvi dizer que é um blog de pessoas muito preocupadas com o país em que vivemos), precisamos que o Estado proporcione segurança, justiça, coesão social e regional, na regulação, saúde, educação, apoio social, obras públicas relevantes…e mesmo estas poderiam ser objecto da iniciativa privada. No entanto, continuamos a ter o Estado nas empresas e em tantas àreas distintas que muitas vezes desconhecemos… Será que (mais) alguém está interessado em repensar o Estado? Enquanto esta pergunta não tem resposta (o que acontecerá seguramente por muito tempo), deveriamos copiar o exemplo de Timor Leste: http://www.transparency.gov.tl (um site em que os cidadãos podem acompanhar onde é que o dinheiro do Estado é gasto).
    Mas devo dizer que estou ansiosamente à espera da conferência de imprensa de hoje à tarde. E admito a minha curiosidade por saber se sempre será hoje que temos anuncio de redução de despesas, se a montanha pariu um rato ou, se, pelo contrário, teremos mais algum imposto saído da cartola governativa!

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  4. e claro… esqueci: redesenhar as hierarquias, que devem ser tipo piramidais e não tipo retangulares…

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  5. D.Pedro (rei do bom Comentário depois de Férias)

    No regresso ao Trabalho continuado depois de uns momentos de descontinuidade (pausas mergulhantes e andantes) fica o meu comentário em 1 de Setembro, sobre cortes e costuras governamentais e outros que tais.

    1-Quanto à despesa o que falta são Coragem e Cabeça Arrumada – Temos demasiada gente que na Coisa Publica só manda palpites de corte.E pouco costura faz sobre o corte.Bastaria retomar muito do que tem sido proposto pelos diferentes estudos e propostas para ter uma Corte de Redução na despesa Publica em marca.Mas aqui as dificuldades são os Burgueses, Malteses e às Vezes.

    2-Os Conciliadores e ou os Arrojados Cortadores são sol de pouca dura (vide o exemplo histórico de Almerindo o Terrivel).A cultura da contenção não existe neste nosso Centrão de Interesses.A minha esperança continua a ser no apertão global troiko ou Quadropolo.

    3- Os impostos são como as cerejas apanhadas por economistas no cerejal estratégico e tactico dos Políticos

    4- Aposto muito no esforço imediato na Transparencia do corte e costura:para me deleitar com alguns corpos orçamentais que afinal não são esteticamente como se pensa.Daí que sem entrar em debates importantes sobre tsus e competitividade numa europa que anda a apanhar figos do chão, prefira propor cortes na falta de transparencia
    http://www.sedes.pt/blog/?p=3782
    Abraço de Bom regresso.
    FVRoxo

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  6. Ainda não ouvi a conferência de imprensa de ontem na integra e também ainda não consegui ler o novo PEC XX (perdoem-me “Documento de Estratégia Orçamental”).
    Eu sei que não é fácil reduzir despesa pública mas começa a ser caricato termos ministros que falam em reduções históricas na despesa, sermos aliciados para conferências de imprensa onde finalmente serão identificados os cortes e tal não acontecer.
    Diria que o governo não está a gerir bem as expectativas criadas pelo próprio executivo. “Roxo” não fiquei porque o bom senso dizia-me que, mais uma vez, ontem poderia ser mais um dia de aumento de impostos (ou seja, mais um dia perdido para necessária e imprescindivel resolução do nosso insustentável modelo de desenvolvimento apoiado em crédito externo e na competitividade que não temos)

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