A passagem de cuidados hospitalares para cuidados de proximidade é outra linha de actuação prevista. De acordo com a experiência inglesa, com um Serviço Nacional de Saúde não muito distante do português, esta é uma evolução desejável e natural.
No entanto, e uma vez mais, os detalhes serão importantes e cruciais. Para além da retórica habitual sobre a importância da articulação entre diferentes níveis de cuidados, os mecanismos de pagamento terão que fomentar essa articulação.
O principal desafio que se coloca é a definição dos fluxos financeiros, e como estes reagem às decisões dos diversos agentes (hospitais e cuidados de proximidade). Sem acautelar essa definição, a resposta no terreno poderá ser distinta da pretendida.
7 \07\+00:00 Julho \07\+00:00 2011 às 09:14
Caro Pedro
Não me parece que, no actual contexto “O principal desafio que se coloca é a definição dos fluxos financeiros”.Porquê?
Porque o modelo bem explicado e com evidencia clara dos processos de trabalho (onde há falhas terríveis a nível operacional) poderá evidenciar que “mais com menos dinheiro também é possível”.
As autarquias deviam ser chamadas a intervir neste processo de uma forma menos financeira e mais de recursos que têm aos Kilos.
FVroxo
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7 \07\+00:00 Julho \07\+00:00 2011 às 11:20
Olá Francisco
A razão da importância dos fluxos financeiros decorre dos interesses opostos que cada lado tem. As articulações no papel funcionam melhor se o dinheiro ajudar. Os hospitais teem interesse em transferir cedo os doentes, sobretudo se mais dias de internamento nao se traduzirem em mais receita mas apenas em mais custo. Quem recebe estes doentes prefere receber mais tarde, situações já mais estabilizadas e com menores custos previsíveis. Claro que o “papel” pode dizer que um doente é referenciado para transferência apenas quando adequado, mas isso é demasiado vago. Tens uma decisão de referenciação sem “preço” definido, ou a melhor, a preço zero. É um convite a disfuncionalidades. Porque não internalizar e serem os hospitais a pagar, talvez na margem, os cuidados que solicitam? Ou, no caso de complicações no doente, assumirem um pagamento adicional, para evitar a referenciação demasiado cedo?
Neste sentido e que não tem a ver com ter mais custos parece-me razoável pedir que pensem bem o papel de incentivo que os fluxos de pagamento possuem. O tema é regras e não valores de pagamento.
Não devia ter sido tão parco de palavras,
Abraço
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9 \09\+00:00 Julho \09\+00:00 2011 às 15:13
Pedro
De acordo com este esclarecimento adicional que te agradeço, fico 200% de acordo contigo e penso que o trabalho desenvolvido na ACSS é excelente para poder permitir clarificar este “magnanimo ponto” para o futuro.
Obrigado pelo “momento pedagógico” :))
Abraço
Francisco
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