Momentos económicos… e não só

About economics in general, health economics most of the time


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aviso: este post contém publicidade – momentos económicos torna-se também canal de televisão

Desde esta noite que passou a existir também um canal, ou melhor um kanal, de televisão com conteúdos associados com o blog momentos económicos.

Para saber o que é um kanal MEO, ver aqui

Como descrição breve de promoção da ideia, a melhor que encontrei é a do Tao of Mac:

“As of today, and in a worldwide debut, every Meocustomer can create his/her own TV channel, powered by SAPO. Nobody’s done this before, as far as I can tell.

Now you have an inkling of what I’ve been involved with for a year and a half (there’s more stuff going on, but this was the main event). The traditional TV business model is long overdue some disruption, and this is just the beginning…

Also, more here, in Portuguese (try to spot me in the top photo, took me a while to realize it myself).

A little more background: This means a million customers can create their ownTV channel, on a platform where roughly 2/3rds make heavy use of the interactive features. It’s going through the roof as I type this…”

Por hoje, coloquei apenas dois vídeos antigos, um sobre a profissão de economista e outro sobre o futuro da União Europeia. São quase-história. Have fun!


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Carnaval

(post gémeo com No Reino da Dinamarca)

A decisão de não dar tolerância de ponto no Carnaval, e a forma como foi anunciada não deixa de ser curiosa.

Num período de dificuldades evidentes, num período em que o desânimo se vai instalando, em que a emigração como solução começa a ser assumida pela negativa – por não haver futuro em Portugal – a não atribuição da tolerância de ponto surge como mais uma “punição”, e não como um esforço adicional.

A concessão da tolerância de ponto teria a vantagem de permitir uma certa descompressão, a manutenção de um ar de normalidade em tempos exigentes, a capacidade de deixar algum divertimento, ou de descanso.

Precisamente por se retirarem feriados, por se retirarem dias de férias, é que permitir uns dias de distracção, habituais, teria feito sentido.

A lógica subjacente às declarações do primeiro-ministro correspondem a uma lógica workaholic – não perder uma oportunidade de trabalhar um pouco mais para fazer Portugal sair da crise, e de mostrar esse compromisso nacional interna e externamente. Até se compreende. Mas no balanço, teria preferido ouvir dizer que esta ano há tolerância de ponto, que para o ano se veria consoante os resultados dos esforços desenvolvidos pelos Portugueses durante este ano, ou no limite que se fosse mesmo necessário no dia 17 de Novembro, Sábado, se trabalharia como se fosse dia de tolerância de ponto.

E só por curiosidade, e reflexo desta tradição de paragem no Carnaval, no site do Ministério da Educação, aqui, tem-se no calendário escolar uma interrupção entre 20 e 22 de Fevereiro.

Não está aqui em causa uma questão de “direitos adquiridos”, ou de tradição que não pode ser alterada; está em causa em conseguir manter ânimo para continuar o caminho difícil que nos espera, colectivamente. A mobilização da população vai assim aumentando de dificuldade, e por inteira responsabilidade das decisões do Governo e da forma como são comunicadas, em questões onde o respeito pela “sensibilidade social” seria certamente uma forma de ganhar as pessoas para o que é preciso fazer.

ps: não sou adepto do Carnaval, nem usualmente festejo.


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http://novatv.unl.pt/webcasting/

A sessão de debate sobre as propostas de reforma hospitalar, aberta ao público, será retransmitida em direto em novatv.unl.pt/webcasting/
Quinta-feira, dia 5 de Janeiro, a partir das 10h30
Programa:
A mesa redonda NOVA SAÚDE conta com a presença de:
•         José Mendes Ribeiro (coordenador do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar)
•         José Caldas de Almeida (Faculdade de Ciências Médicas, NOVA)
•         Gilles Dussault (Instituto de Higiene e Medicina Tropical, NOVA)
•         Adalberto Campos Fernandes (Escola Nacional de Saúde Pública, NOVA)
•         Moderador: Pedro Pita Barros (NOVA School of Business and Economics, NOVA)


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Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um excerto:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 29.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 11 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo


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2012 — o ano

– da Troika?

– do Campeonato Europeu de Futebol?

– do fim do mundo como o conhecemos?

– depois de 2011 e antes de 2013?

– de 366 posts no blog?

Qualquer que seja a escolha, os desejos de um Bom Ano.


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….comissões de utentes….

Nova técnica de chamar a atenção dos meios de comunicação social – entitular-se Comissão de Utentes, ver a lista, certamente ainda provisória e incompleta, aqui no original:

Comissão de Utentes de Auto-Estradas
Comissão de Utentes das Auto-Estradas do Interior
Comissão de Utentes das A 23, A 24 e A 25
Comissão de Utentes da A 23 do Médio Tejo
Comissão de Utentes contra as Portagens
Comissão de Utentes da Linha do Sado
Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul
Comissão de Utentes da Saúde de Lisboa
Comissão de Utentes de Centros de Saúde de Lisboa
Comissão de Utentes da Linha de Sintra
Comissão de Utentes da Linha da Azambuja
Comissão de Utentes dos transportes públicos de Setúbal
Comissão de Utentes do Hospital de S. Bernardo
Comissão de Utentes de Saúde do Sado
Comissão de Pais (muitas)

Seria curioso saber quantas pessoas estão inscritas em cada uma destas comissões, pergunta que nunca lhes foi feita, que me lembre de ter visto.

Ser a favor da sociedade civil e da sua expressão é diferente de aceitar que pequenos grupos se auto-entitulem representantes

dessa mesma sociedade civil.

 


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Feliz Natal (em 4 versões diferentes)

 

 

 


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um momento de publicidade

está finalmente disponível o meu livro com Xavier Martinez-Giralt, da Universidade Autónoma de Barcelona:

Deu trabalho durante dois anos, e se voltasse ao início, há partes que escreveria de forma diferente, mas é sempre preciso colocar um ponto final em algum momento. E depois recomeçar, a pensar na próxima actualização.

Não pretende ser uma enciclopédia sobre economia da saúde, é antes um livro que reflecte a nossa investigação comum e as nossas preferências pelos tópicos a leccionar dentro da economia da saúde. É um livro técnico q.b. esperamos nós. Para enciclopédia avançada, haverá em breve o Handbook of Health Economics, e para dicionário, há este trabalho do Tony Culyer.

A relação com a editora do livro é muito curiosa, a ordem dos nomes nesta capa não corresponde à ordem dos nomes na versão publicada – trocaram algures no processo, mas ainda não conseguiram rectificar. Fizeram uma versão com capa dura, com outra capa (toda azul), e com o meu nome como Pedro Pita Barros enquanto nesta versão aparece Pedro Barros. Assim, se um dia virem uma referência a essa versão de capa dura, é a mesma coisa que esta de capa mole!! Ineficiências não são apenas característica nacional.


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No Reino da Dinamarca…

…é apenas o nome do novo blog colectivo que arranca hoje, 1 de Dezembro de 2011, talvez último feriado da Restauração celebrado desta forma.

A “carta de abertura” do blog: http://noreinodadinamarca.wordpress.com/about/


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qualquer coisa…ware

Hoje apetece-me recuperar alguns termos e passar a usá-los para classificar do documentos produzidos:
– relatório – documento escrito, com introdução, argumentos, dados se apropriado, interpretação e conclusões. Em casos muito especiais poderá ter existido um processo prévio à divulgação de crítica interna e revisão, caso em que o relatório passa para a categoria de estudo.
– powerpointware – conjunto de slides apresentados por grupos de estudo, comissões, consultores ou consultoras. Normalmente a cores, formato landscape. Têm a particularidade de em geral não ser claro como as conclusões decorrem das informações contidas nos slides. É frequente ser confundido com o relatório.
– mediaware – conjunto de informação cedida aos meios de comunicação social para que estes façam notícia sem que mais ninguém tenha capacidade de verificação. Quem cede envia o que acha que os meios de comunicação irão usar de modo que lhe interesse; os meios de comunicação utilizam da forma que acham que mais capta a atenção. Os dois interesses podem ou não coincidir. O mediaware pode dar origem a powerpointware, e nalguns casos haver mesmo um relatório.
– vaporware – anúncio de estudo ou das suas conclusões sem que haja qualquer base de informação verificável. Facilmente identificável quando alguém começa uma frase como “existe um estudo em curso que diz…”
– visionware – anúncio de conclusão de estudo ou relatório de grupo ou da comissão ainda a criar ou constituir. Demonstra a visão de quem anuncia quanto ao resultado de análise a ser feita e que produzirá vaporware, powerpointware e/ou relatório (todas, algumas ou nenhuma das alternativas).