Momentos económicos… e não só

About economics in general, health economics most of the time


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Dezembro em Lisboa

Apesar da(s) crise(s), Sol em Dezembro é ainda algo imbatível na cidade de Lisboa. 15º bastante soalheiros, a contrastar com as inundações ocorridas nas chuvadas deste Outono. Depois de mais uma parte do grupo Espirito Santo ter ido parar a mãos chinesas. Depois de ouvir ontem o pedido do autarca de Óbidos para que não haja mais pessoas a deslocarem-se até lá, porque “está um caos” de tanta gente a ir à Obidos Vila Natal, o melhor é mesmo aproveitar estes dias.

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Direcção-geral de saúde, ébola e viajantes

Numa recente viagem de regresso de Bruxelas, num avião da TAP, foi distribuído um panfleto, em três línguas, sobre o Ébola, a dar informações básicas sobre o que fazer, e com a indicação de um site (http://www.ebola.dgs.pt) para mais informações.

Excelente iniciativa, o panfleto é rápido e informativo, o site está bem desenhado, de fácil consulta e informação actualizada.

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Dois pontos de melhoria imediata: o site poderia ter uma parte de informação em inglês e em francês, dado que também quem ler o panfleto e que não fale português poderá querer consultar; e uma rápida revisão de gralhas (no panfleto surge “call immediatly” em vez do correcto “call immediately” – bom, pelo menos quando me foi distribuído, é possível que entretanto se tenha corrigido em novas impressões, a verificar na próxima viagem).

 


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fui rebaptizado

passei a Paulo nesta notícia do Jornal de Notícias…. mas pelo menos o link para o blog está certo!


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sobre BES, Novo Banco e reformas milionárias

Tem circulado na internet uma notícia sobre um ex-ministro também funcionário do BES que pediu e agora processou para receber uma reforma milionária (notícia aqui).

Apesar de muita indignação com o valor em causa, lembrei-me foi de outra coisa – não acredito que este ex-ministro tenha recebido um tratamento excepcional dentro do grupo ES, pelo que o que me preocupa é quantas reformas milionárias estão garantidas pelo Novo Banco e quantas ficaram no “velho” BES – de repente passou o “suor frio” de o contribuinte ainda vir a pagar essas reformas todas… que deveriam ficar de fora do processo de recuperação do ex-BES, agora Novo Banco. Não consegui encontrar informação pública que me sossegasse.


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7-1 de um jogo para memória futura,

para um 0 – 0 sem graça nenhuma, entre Holanda e Argentina.

Destas meias finais sai uma série de imagens sobre o histórico 1-7 no Brasil – Alemanha de 8 de Julho;

da euforia antes do jogo à  desilusão… num mesmo adepto

aqui-1aqui-2aqui-3aqui-4aqui-5aqui-6 e aqui-7

(por motivos de copyright e  licenciamento decidi não colocar as fotos, apenas os links, apesar de parte delas “andar por aí”)

e um pouco mais de busca na internet mostra que este adepto é famoso (ver aqui a notícia no HuffingtonPost, entre outros jornais online onde pode ser encontrado), não deixa de ser surpreendente que uma das imagens que mais circulou tenha sido deste adepto; apesar da tristeza, não deixa de haver uma ternura e paradoxalmente uma alegria tipicamente brasileira. (e ainda tem facebook e twitter e esta história).

Mais do que a tristeza dos jogadores, fez eco este “torcedor” avô com a neta, que surgiu também num twitter de Ozil (“you have a beautiful country, wonderful people and amazing footballers-this match may not destroy your pride!”). E aparece também no facebook da equipa alemã (https://www.facebook.com/DFBTeam) onde está uma mensagem dirigida aos brasileiros:

“Caros Brasileiros. Primeiramente gostaríamos de agradecer pelo carinho que estamos sendo recebidos por todas as pessoas em cada momento da nossa estadia no Brasil. Fora isto desde 2006 sabemos como é doloroso perder uma semi-final no próprio país. Desejamos tudo de bom e o melhor para o futuro para vocês.
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Wir möchten uns bei allen Brasilianern für die tolle Gastfreundschaft und unglaubliche Herzlichkeit bedanken. Seit 2006 wissen wir, wie es ist, ein Halbfinale im eigenen Land zu verlieren. Kopf hoch! Wir wünschen Euch alles Gute für die Zukunft!”

 

E agora segue-se a final, onde se verá se a famosa máxima de Gary Lineker é aplicada: “Football is a simple game. Twenty-two men chase a ball for 90 minutes and at the end, the Germans always win.”


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futebol e o 2 – 2 com os Estados Unidos

Durante 115 minutos, contando o intervalo, ficamos especializados em treino de bancada,  e em que a esperança toma o lugar de qualquer racionalidade. E há um certo prazer nessa esperança irracional. A imprevisibilidade do jogo e de tudo o que envolve são importantes, bem como a previsibilidade de todo um trabalho prévio que tem de ser feito. A comparação entre selecções, e jogadores, acaba por ser inevitável.

Portugal não tem uma selecção magnifica, e por vezes tem jogos excepcionais com equipas grandes, mas essa não é a regra. Ganhar ao Brasil, Alemanha e França são tarefas usualmente impossíveis. Ganhar à Inglaterra e à Holanda tornou-se regular. Com a Espanha, depende dos dias, se for campeonato perdemos 1-0, se for fora de provas oficiais até ganhamos.

Calculo que nos próximos dias se vá dissecar a forma física dos jogadores – a onda de lesões, as opções de estágio, a preparação física – mas mesmo sem lesões, selecções como as de Espanha e Inglaterra também regressam a casa sem grande história para contar. Os trocadilhos com “tudo o Bento levou” vão certamente surgir e inundar as redes sociais. Suspeito que o “inconseguimento” também terá o seu papel nos comentários.

A época foi longa, e trouxe cansaço, alguns jogadores poderão ainda a estar a jogar com lesões não totalmente recuperadas, mas não acredito que não haja empenho, afinal para vários deles este será provavelmente o último campeonato do mundo em que jogam.

Mais importante, e interessante de um ponto de vista de treinador de bancada, é perceber que os treinadores das outras equipas também fazem o seu trabalho de casa – avaliam a selecção portuguesa, analisam à exaustão os videos certamente, e encontram os pontos fracos (e fortes) dos nossos jogadores e da sua forma de jogar colectivamente. E tratam de arrumar as suas equipas para esse fim. O que deixa um dilema em cada jogo ao seleccionador/treinador – ou “inventa” fugindo ao que as outras equipas esperam, ou “mantém” esperando que a qualidade individual dos jogadores consiga sobrepor-se às estratégias de anulação da forma usual de jogar da equipa portuguesa que as outras equipas adoptam.

Assim, o que mais custa ver nos jogos da selecção portuguesa é a falta de “invenção” num jogo que as outras equipas já descobriram como explorar as debilidades da equipa portuguesa, tal como perceberam como “desmontar” a equipa espanhola, com o resultado que se viu. É obviamente fácil falar como treinador de bancada, e entre o aperfeiçoar de mecanismos existentes entre os jogadores e introduzir algo novo mas imperfeito na execução, há um julgamento  a ser feito pelo treinador. Da forma como os passes têm andado a falhar, talvez a inovação devesse ganhar um pouco mais de atenção.

Assim, 0 2 – 2  com os Estados Unidos são apenas o resultado destes factores acumulados: jogadores lesionados, jogadores cansados, rotinas conhecidas e previstas pela equipa adversária, pontos fracos identificados e explorados pelos outros treinadores, e mesmo assim, no final, a alma de marcar um golo a 20 segundos do final. Não alinho por isso com a falta de empenho dos jogadores, falta algo diferente.

Em termos de teoria dos jogos, o que era uma “estratégia dominante” deixou de o ser face ao que os treinadores das outras equipas conhecem da equipa portuguesa, hora de tentar “trembling hand”? (não me atrevo a falar em “estratégias mistas”, que implicava algo mais).

Curioso que nenhum dos treinadores portugueses neste mundial teve vida fácil.


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3 anos do blog,

ao fim de 3 anos, 875 posts, 1612 comentários, mais de 245,000 visualizações, leitores localizados em muitos países, apesar de ser um blog em português e sobretudo sobre Portugal —

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escrever em papel vs dactilografar directamente no computador

Desde há muito tempo que apesar de ter adquirido alguma proficiência no teclado do computador e escrever relativamente rápido (o suficiente para não me sentir envergonhado, digamos), quando tenho que escrever algum texto profissional ou de análise, recorro primeiro a uma versão escrita à mão, que mais tarde trato de “passar para computador”. Até agora, tenho racionalizado esta prática com a) tradição e b) é uma forma de fazer uma primeira revisão dos textos.

Mas afinal de acordo com este artigo do New York Times (What’s lost as handwriting fades), parece existir algo de mais útil do que apenas respeitar o passado e fazer uma revisão. De alguma forma, sentia essa maior produtividade na criação de texto quando escrevo à mão, só faltava mesmo esta comprovação científica.

Um dia destes ainda voltamos à velha troca de correspondência escrita à mão, até porque também o próprio desenho das letras parece activar diferentes partes do cérebro.


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a TAP não podia ser mais amiga?

Aeroporto de Heathrow – voo às 18h30, voo às 19h45. Para um dia de trabalho em Londres, ir e vir no mesmo dia, marquei a TAP em vez da BA por razões sentimentais, pelo sim pelo não, o voo mais tarde para o caso de o que me trouxe a Londres demorar mais do que o previsto. Não demorou. Cheguei a Heathrow a tempo de apanhar o avião das 18h30, mas pedem um valor relativamente elevado pela mudança. Nenhum dos voos está cheio, ao que parece. O custo de me mudarem para um voo mais cedo é basicamente zero. Viajo sem bagagem, e não há problemas de malas. Estou disposto a esperar pelo fecho da porta de embarque para terem a certeza que há lugares livres. Não interessa absolutamente nada. Também não é possível usar milhas de passageiro frequente (tenho cartão talvez há 20 anos, desde que começaram o programa, ainda no tempo de ligação à Swissair). Próxima semana tenho voo idêntico, ida e volta para uma reunião no aeroporto de Heathrow. Passo a marcar sempre British Airways. Provavelmente não me tratam melhor. Assim por assim, acabo na Easyjet. A minha disponibilidade a pagar por um bilhete mais caro não tem a ver com falarem português no avião. Interessa-me que me facilitem a vida. Não o fazem. Nem estão interessados. Lá se vai a disponibilidade a pagar. Como não vejo o que a TAP perderia com a mudança, só posso ficar desapontado. E para quem diz que as companhias aéreas não fazem estas mudanças, não é verdade. Já tive a oportunidade de o fazer em voos para Madrid e via Frankfurt para Berlim. Podia ter pago um bilhete muito mais caro para ter a hora de regresso em aberto, provavelmente podia, mas aí acho excessiva a diferença. Enfim, paciência…

(escrito no hall do Terminal 1 de Heathrow depois de quem está na porta de embarque ter simpaticamente dito que não podia fazer nada – foram bastante amáveis, mas nada mais).


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100 inovações sociais da Finlândia

É curioso ver como os países querem ser reconhecidos fora das suas fronteiras. Recebi recentemente uma cópia de um livro chamado “100 Inovações Sociais da Finlândia” (versão em inglês do índice do livro aqui), onde, além da curiosidade de ver o que os finlandeses consideram ser as suas contribuições em termos de inovação social, encontrei interesse na própria forma de abordar a ideia – pequenas e grandes inovações, de diferente cariz. Traduzem os aspectos a que dão importância e pelos quais querem ser conhecidos, colocando ao mesmo nível intervenção social e desenvolvimentos puramente tecnológicos. E a introdução, com prefácio de dois presidentes da república da Finlândia, dá destaque à compatibilidade entre estado social e competitividade e ao papel que a capacidade de adaptação e inovação em diversos campos tem nessa compatibilidade.

Li apenas algumas das inovações, e claro nem todas são inovações sociais;  a mais curiosa é o cocktail molotov, com produção industrial durante a segunda guerra mundial.