Momentos económicos… e não só

About economics in general, health economics most of the time


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um pedido ao ministro das finanças, no dinheirovivo.pt de hoje

os relatórios do Orçamento do estado são normalmente a parte que se lê, mas mesmo assim são muitas páginas, e hoje em dia, mais do que as intenções do governo (muitas vezes meros somatórios de intenções de departamentos de cada ministério, ou repetições de intenções de outros anos) interessa-me o que de facto se conseguiu fazer, e “hoje em dia” é marcado pelo já famoso texto de O. Blanchard no World Economic Outlook (pp.41-43); tudo isso motivou o meu artigo de hoje no dinheirovivo.pt

ao qual acrescento agora um comentário final, neste orçamento, mais do que em qualquer outro no passado, joga-se o eventualmente ganhar uma votação e aprovar o orçamento dada a maioria existente, mas perder um país, em termos de empenho, vontade e capacidade de mudar o rumo actual da economia.


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porque me apeteceu fugir aos temas do momento, no dinheirovivo.pt

de hoje, a proposta de debate é sobre como o estado reconquistar o pequeno aforrador e as suas poupanças.


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no dinheirovivo.pt,

o tema que proponho hoje é o de procurarmos ter regras simples nas novas medidas. Ter regras com múltiplas excepções só favorece a procura de como aproveitar as regras, e gera incerteza em quem não dominar todas essas excepções; num contexto em que a prazo será necessário ter investimento, a simplicidade de regras quando já existem tantas outras incertezas deverá ser um aspecto a garantir, desenvolvo a ideia aqui


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no dinheirovivo.pt, ainda a “descascar” os anúncios de sexta-feira,

apesar de tudo, ainda há aspectos técnicos a discutir, que os políticos vão ser tratados até à exaustão; nos aspectos técnicos interessa-me em particular saber se a descida da TSU como anunciado pode ter o resultado pretendido, como descrevo na contribuição para o dinheirovivo.pt de hoje. Não é só uma questão de as empresas decidirem ficar os fundos libertados pelos trabalhadores, é a existência de isenções de contribuição que já existem (e para esses casos esta medida nada adiciona) e ter conhecimento do que é a principal barreira ao investimento e à contratação de mais trabalhadores.

Além de que a prazo o relevante é a soma das duas contribuições, trabalhadores e empresas, e essa subiu face ao que existia antes. Aliás, é curioso a preocupação expressa por empresários de que esta medida seja má e que preferiam como estava – se é apenas pela distribuição diferente de encargos em termos oficiais, têm a possibilidade de a compensar aumentando os salários aos trabalhadores, embora haja sempre 1,5% adicionais de contribuição que terão de ser pagos por alguém.

 


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sobre as medidas anunciadas,

há qualquer coisa no que foi dito que obriga a pensar mais e a ir buscar alguma teoria económica, usada para uma opinião, expressa no dinheirovivo.pt; essencialmente, em termos técnicos, tudo pode resultar desta medida – trabalhadores procurarem compensar a perda de rendimento (retirando por isso espaço à contratação de desempregados), ou simplesmente aceitarem a redução de salário e trabalharem menos; empresas em dificuldades com algum alívio à custa da redução dos salários dos trabalhadores, mas em que parte dessa redução é apropriada pelo estado; aumento do peso do estado na contratação de um novo trabalhador – se quiser pagar 1000 liquidos, o valor bruto a ser pago vai ser agora superior. Gostava de ver os estudos técnicos de fundamentação, incluindo as elasticidades da procura e da oferta de trabalho ao salário relevante em cada caso. Há a certeza que esta era a melhor medida possível para o objectivo pretendido (e já agora qual é ele exactamente, cumprir o valor do défice durante o programa de ajustamento?)

Por outro lado, acompanho Mira Amaral na preocupação com nada ser feito do lado da despesa pública. Será que veremos essa parte no Orçamento do Estado para 2013?


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no dinheirovivo.pt de hoje

sobre o que será o sucesso ou o falhanço central do Ministério das Finanças neste ano de 2012, aqui. Não coloco o défice público como o elemento central. Claro que falhar as metas do défice são um falhanço, como cumprir seria um sucesso. Só que há um aspecto mais crucial – algo duramente criticado em documento de agosto 2011:  ter mecanismos que controlem a capacidade dos organismos públicos criarem despesa. Essa foi uma meta a que este Governo se comprometeu, e em que depende essencialmente de si (ao contrário do défice, que tem vários aspectos externos a influenciar, como se tem discutido, a recolha de impostos e as prestações sociais).


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sobre a situação actual e mais uma revisão da troika,

mais uma contribuição no dinheirovivo.pt de hoje, sobre o que é deve ser a solidariedade entre países da zona euro,

 

O caminho da euro-solidariedade

28/08/2012 | 00:00 | Dinheiro Vivo

A sobrevivência do euro é a questão europeia atual. A resposta tem de vir de todos os países da zona euro e não só dos que estão em maior dificuldades ou só dos que estão em melhor situação económica e financeira.

Nos problemas financeiros de curto prazo, a solidariedade europeia funcionou via empréstimos concedidos e da atuação do Banco Central Europeu. Mas a longo prazo, é necessário que cada país construa as condições de crescimento económico. E qualquer solução para manter a zona euro a prazo terá que atender a essas condições, dependentes das políticas nacionais.

Perdoar e renegociar dívida é simpático para os países em dificuldades, só que não garante que a recuperação económica a prazo. Por outro lado, o estímulo económico a uma economia apenas para vir a produzir mais do mesmo só levará a problemas similares a prazo, mesmo que no imediato algum alívio e crescimento económico pudesse ocorrer.

A solidariedade que se me afigura como mais adequada no atual momento está na construção de mecanismos europeus que levem uma resposta futura apropriada a outras crises. Em particular, um sistema bancário europeu e a existência de um claro “lender of last resort”, como apontado por Paul de Grauwe. Mas também um maior federalismo económico, em que existam mecanismos de compensação que não sejam vulneráveis a abuso por políticas inadequadas de um país (ou conjunto de países).

Com a resolução da eficiência de funcionamento da zona euro mais facilmente se chegará à euro-solidariedade.

 

 


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no dinheirovivo.pt de hoje, sobre privatizações

como vamos estar a discutir detalhes das privatizações nos próximos meses, é bom que se tenha uma pequena check-list de aspectos a serem verificados em cada caso, a minha pequena contribuição de três pontos, no dinheirovivo.pt


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o regresso, ao blog e ao dinheirovivo.pt

e desde já a pensar nas preocupações para as próximas semanas, até Outubro, em termos de decisões de política económica, três questões centrais que vou seguir, detalhadas no artigo de hoje no dinheirovivo.pt


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No dinheirovivo.pt de hoje,

sobre liberdade de escolha na saúde, aproveitando o facto de liberdade de escolha e a inerente concorrência terem sido discutidas na conferência europeia de economia da saúde por investigadores de países que procuram promover essa liberdade de escolha e concorrências. As dificuldades em o conseguir são o tema do texto de hoje, que retoma os pontos principais da apresentação de Wynand van de Ven, numa arrumação interessante dos principais aspectos a ter em conta quando se fala de liberdade de escolha em saúde, o texto está disponível aqui.