Momentos económicos… e não só

About economics in general, health economics most of the time


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actualização do programa -10 de Janeiro – The Portuguese health system: sustaining the future in troubled times

The Portuguese health system: sustaining the future in troubled times


Launch of the HiT health system review on Portugal


Lisbon, 10th January 2012  (13.30-17.30)


Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa


Campus de Campolide 1099-032 Lisboa

PROGRAMME

January 10th, 2011

13:30 –14:00 Registration and welcome
14:00 – 14:3014:30 – 15:00

Opening – Welcome

  • António Bensabat Rendas, Rector of the Universidade Nova de Lisboa
  • José Ferreira Machado, Dean of the Nova School of Business and Economics
  • Paulo Macedo, Minister of Health of Portugal

 

International health reform trends in Europe

The European Observatory on Health Systems and Policies and the HiT health system review as an analytical and comparative tool for health policy

  • Josep Figueras, Director of the European Observatory on Health Systems and Policies
15:00 – 15:3015:30 – 16:0016:00 – 17:30

The Portuguese health system: challenges and opportunities

  • Pedro P Barros, Nova School of Business and Economics

Coffee break

Round Table debate on the future of the Portuguese health system

Chair: Jorge Simões, President of the Portuguese Health Regulatory Agency

Participants:

  • Francisco George, Director General for Health
  • Maria do Céu Machado, Faculty of Medicine – University of Lisbon, and Centro Hospitalar Lisboa Norte, former High Commissioner for Health of Portugal
  • João Pereira, Director, National School of Public Health, Universidade Nova de Lisboa

 

17:30

Conclusion

Registration

Registration can be done sending an email to raquel.fernandes@novasbe.pt. Registered participants will be entitled to receive a hard copy of the Portuguese Health System in Transition Profile on a first come first serve basis. There is no attendance fee.

Documentation

A limited number of copies of the Portuguese Health System in Transition Profile and other Observatory material will be available. The audience will be given the opportunity to order additional copies.

The report is also freely available in English on the web site of the European Observatory on Health Systems and Policies at http://www.healthobservatory.edu.

Language

Working language will be English and Portuguese (no simultaneous translation).

Venue:

Reitoria – Auditório

Universidade Nova de Lisboa
Campus de Campolide – 1099-032 Lisboa – Portugal



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no dinheirovivo.pt, como é habitual à segunda-feira

Decidi esta semana fugir aos temas quentes, Jerónimo Martins, Maçonaria, EDP, e voltar ao tema do crescimento económico; por duas razões, porque é o verdadeiro problema da economia portuguesa, e porque se tem que procurar formas diferentes de actuação, pública e privada,

o texto original do dinheirovivo aqui, e a sua reprodução já de seguida:

Para ajudar a encontrar o caminho para o crescimento da economia

Uma primeira pergunta

09/01/2012 | 01:09 | Dinheiro Vivo

Todas as previsões indicam que 2012 será um ano de recessão em Portugal – menor actividade económica. O desemprego atingiu valores elevados, nunca antes vistos na economia portuguesa.

A grande questão que se coloca é como pode Portugal retomar um caminho de crescimento económico. Se há aspecto consensual na sociedade portuguesa neste momento é a necessidade desse crescimento económico. Só que o crescimento económica não resulta automaticamente de se afirmar a sua importância. Nem é possível a um Governo determinar ou decretar esse crescimento.

A definição do papel do Estado, como entendido pela sociedade, é, agora, um dos factores cruciais. Não basta ao Governo redefinir o que acha ser o papel do Estado, é necessário que a sociedade o assuma também.

Tornou-se claro, nos últimos dois anos, que a evolução da economia portuguesa da última década não poderá ser invertida com projetos de investimento público de elevada envergadura. Há várias razões para isso: os que se tentaram não funcionaram, não há dinheiro para os fazer, e o Estado tem-se mostrado exímio em investir sem retorno. No caminho a seguir, a importância das exportações é também assumida de forma geral. Só que o Estado pouco ou nada produz que possa exportar, ou pelo menos assim parece.

Dito isto, é necessário então que a sociedade, todos nós, procuremos um caminho diferente. Esse caminho não pode passar por apoios do Estado, ou pelo beneplácito do Estado, ou pela autorização do Estado que concede uma situação de favor, ou uma renda económica, ou a utilização de um recurso com valor económico em exclusivo.

Para encontrar um novo caminho, proponho que se comece por reconhecer que o padrão de produção dos últimos dez anos da economia portuguesa não poderá ser mantido. Significa que um dos principais papéis do Estado é facilitar a mudança dos trabalhadores entre empresas, entre sectores e talvez mesmo entre regiões do país.

Aceitando esta premissa, uma simples pergunta deve ser feita para qualquer medida que seja anunciada como favorecendo o crescimento da economia: facilita estas diferentes mobilidades de trabalhadores?

Se sim, tenderá a ser uma boa medida. Se não, deverá ser procurada uma alternativa. Esta pergunta pode ser aplicada a várias reformas, medidas, ideias, que têm começado a surgir nos últimos tempos. Dois exemplos: a lei das rendas, e linhas de apoio às pequenas e médias empresas. A lei das rendas vem facilitar a mobilidade dos trabalhadores e das suas famílias? Não a conheço em detalhe para dar a resposta, mas em termos de contribuição para o crescimento económico é bom que seja conhecida. Não é apenas uma questão de redistribuição de valor (da renda paga) entre inquilino e senhorio que está em causa. A mesma pergunta deve ser aplicada à nova linha de crédito anunciada: facilita a mobilidade de empresas e de trabalhadores entre sectores, ou serve apenas para prolongar a “agonia” de empresas que não serão viáveis? Mais uma vez, não conheço os detalhes para dar resposta, mas espero que alguém a conheça.

Para encontrar o caminho do crescimento económico, há que saber fazer as perguntas certas. A que proponho, “facilita a mobilidade de trabalhadores, seja entre empresas, entre sectores e/ou entre regiões?”, julgo fazer todo o sentido para uma rápida lista de verificação da adequação das propostas a uma estratégia que leve a economia portuguesa de novo ao crescimento económico.

Nova School of Business and Economics
ppbarros@novasbe.pt
Escreve à segunda-feira
Escreve de acordo com a antiga ortografia


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The Economic Adjustment Program for Portugal – Second Review (parte 5)

Um aspecto que me surpreendeu não ser focado no sumário executivo desta segunda revisão foi a reforma administrativa do país – a redução do número de autarquias e de freguesias. Até porque já começou a ser visível a contestação dos visados a essas mudanças. Talvez na leitura do relatório e da versão actualizada do Memorando de Entendimento fique claro o caminho que se pretende. No entanto, o assunto é suficientemente relevante para figurar com destaque similar a outros no sumário executivo, e tal não sucede. Antes de se passar ao desenho de um novo mapa administrativo do país (se é que tal vai de facto ocorrer), será bom que se conheçam os critérios a seguir, e que vantagens e desvantagens para as populações se esperam dessas mudanças. Muito pouco se sabe sobre isso, excluindo os protestos do poder local face à redução de entidades (freguesias ou / e concelhos).

 


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The Economic Adjustment Program for Portugal – Second Review (parte 4)

Ao mesmo tempo que diz que Portugal fez bom progresso em várias frentes, mantendo-se desafios importantes, a Comissão Europeia, refere também que será necessário perseverança e emprenho do Governo para ultrapassar os fortes interesses instalados que se oporão às reformas. (final da p.6, início da p. 7, ainda no sumário executivo).

Ora, será importante que exista alguma forma de monitorizar este aspecto – para cada reforma que interesses instalados são afectados? qual é a sua reacção? que visibilidade deve ser dada à (eventual) oposição desses interesses às reformas? Como transformar a população numa aliada das reformas, em vez de aliada dos interesses? E sempre que os benefícios estiverem dispersos, mas os custos das reformas concentrados, quem perde tenderá a ser mais vocal e interventivo. A gestão política das reformas será um elemento determinante da capacidade de montar as reformas que se desejam.

Seria interessante ter informação publicamente disponibilizada e analisada sobre este aspecto. É um desafio para a comunidade académica que se dedica à ciência política fazer e tornar para todos disponível a sua apreciação deste aspecto.


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da discussão com o Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar

A sessão de ontem, de discussão sobre o Relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, deixou algumas questões para aprofundamento de discussão.

1. Prazos estabelecidos para a melhoria

2. Princípio da liberdade de escolha

3. Qualidade como propósito central, mais qualidade significa menores custos

4. Experiências piloto que não sejam eternas

5. Tornar visíveis as oportunidades de melhoria de eficiência

6. Mas também passar à acção rapidamente, sendo que o Grupo Técnico se extingue com o fim da consulta pública.

7. Relevância, ou não, de uma visão sistémica para agir neste momento (dado o enquadramento da Troika)

Vamos discutindo.


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Para participar na avaliação da proposta de reforma hospitalar…

O grupo NOVA Saúde, da Universidade Nova de Lisboa, usou na sua contribuição para a consulta pública do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, uma rápida grelha de avaliação das iniciativas propostas.

Decidimos colocar disponível o questionário electrónico: Utilize esta ligação para proceder a uma avaliação do Relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, segundo as três dimensões propostas no documento do NOVA Saúde. Os resultados deste inquérito online serão oportunamente divulgados (em termos agregados, naturalmente; de forma similar à que consta da contribuição do NOVA Saúde).

Toda a divulgação que fizerem do inquérito, e incentivo ao seu preenchimento, será um contributo para a discussão pública.


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Discussão das propostas do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar

Decorreu hoje na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa uma sessão de discussão sobre as iniciativas propostas pelo Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, que teve como ponto de partida uma reflexão feita dentro da Universidade Nova de Lisboa.

O documento produzido pela equipa da  Universidade Nova de Lisboa está disponível em formato electrónico neste endereço: versão ebook,
e em formato papel para quem quiser encomendar em A4 encadernado, em vez de imprimir: versão em papel.
Noticia de hoje no Jornal Público sobre a sessão de discussão:


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The Economic Adjustment Program for Portugal – Second Review (parte 3)

No sumário executivo, a Comissão Europeia deixa um alerta importante: ” o sucesso do programa depende crucialmente da implementação de um vasto leque de reformas estruturais que removam rigidezes e estrangulamentos que estiveram por detrás de uma década de estagnação da economia”.

Esta preocupação deve ser lida em conjunto com a “democratização” da economia anunciada pelo Primeiro-Ministro – o que significa exactamente? como já tenho referido noutras ocasiões, é necessário que o Estado deixe de estar tão presente nas decisões empresariais, directamente ou indirectamente. Hoje em dia qualquer decisão de investimento ou de produção com relevância em Portugal interage com o Estado / Governo – seja porque precisa de autorização, seja porque o Estado / Governo quer ter uma palavra a dizer, quer porque o projecto empresarial procura algum apoio de programas especiais (leia-se subsídios) ou benefícios fiscais.

Poderá fazer sentido algum repensar dos limites da intervenção formal, directa, do Estado nas actividades económicas, até mesmo redefinir que serviços e actividades são desenvolvidas pelo Estado, mas bastante mais relevante para eliminar estrangulamentos e “democratizar” a economia será reduzir a presença tutelar, directa e indirecta, do Estado em muitas actividades e sectores. Esta segunda parte é mais complexa e mais difícil de fazer porque afecta directamente as rendas económicas de quem beneficia dessa presença tutelar do Estado / Governo.


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http://novatv.unl.pt/webcasting/

A sessão de debate sobre as propostas de reforma hospitalar, aberta ao público, será retransmitida em direto em novatv.unl.pt/webcasting/
Quinta-feira, dia 5 de Janeiro, a partir das 10h30
Programa:
A mesa redonda NOVA SAÚDE conta com a presença de:
•         José Mendes Ribeiro (coordenador do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar)
•         José Caldas de Almeida (Faculdade de Ciências Médicas, NOVA)
•         Gilles Dussault (Instituto de Higiene e Medicina Tropical, NOVA)
•         Adalberto Campos Fernandes (Escola Nacional de Saúde Pública, NOVA)
•         Moderador: Pedro Pita Barros (NOVA School of Business and Economics, NOVA)


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The Economic Adjustment Program for Portugal – Second Review (parte 2)

Ainda apenas da leitura do sumário executivo da avaliação feita pela Comissão Europeia, há uma pergunta que seria interessante, a meu ver, ser respondida com uma análise cuidada nos próximos meses:

– tendo havido um corte “temporário, mas duradouro” nos salários da função pública (e equiparados), qual tem de ser o crescimento económico do país, que por via de receitas fiscais adicionais, permita repor os níveis salariais sem colocar em causa os objectivos estabelecidos para o défice público?

Esta pergunta surge por provavelmente não ser possível reduzir ou limitar o crescimento das outras componentes da despesa pública para abrir espaço orçamental para que o corte salarial seja invertido. Assim, terá que ser por aumento das receitas fiscais decorrentes de maior crescimento económico que se poderá vir a ter essa possibilidade. Saber quanto é relevante, até porque quando houver maior crescimento económico, qualquer folga orçamental que surja terá que escolher entre três grandes vias:

– redução da dívida pública, acumulando excedentes orçamentais

– redução da carga fiscal sobre toda a população

– reposição dos níveis salariais da função pública.

Que opções serão tomadas? para cada nível de crescimento económico que venha a ser alcançado que escolhas serão realizadas entre estas três alternativas (pelo menos)?