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Observatório mensal da dívida dos hospitais EPE, segundo a execução orçamental (nº 23 – Março 2016)

A execução orçamental referente a Fevereiro de 2016 traz alguma clarificação adicional aos resultados mais recentes. E as noticias não são boas. O crescimento das dívidas dos hospitais EPE aponta para que tenha ocorrido uma inversão da tendência de descida anterior. A primeira figura abaixo mostra a evolução com uma alteração de tendência no final do Verão de 2015, e pode ser comparada com a hipótese de não alteração da tendência de descida em 2015, que está na segunda figura. Torna-se muito claro que os últimos valores estão acima do que seria a linha de tendência média vinda de 2015.

Esta evolução torna-se preocupante por se ciclicamente se vir a traduzir em dois aspectos negativos: a necessidade de um orçamento rectificativo para o serviço nacional de saúde mais cedo ou mais tarde (provavelmente ainda neste governo) e a desresponsabilização da gestão dos hospitais face a esta dívida, traduzindo-se tipicamente em menor pressão para gerir adequadamente. A aprovação do orçamento do estado para 2016 não vai, de acordo com o que é publicamente conhecido, alterar de forma significativa este aspecto.

 

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