Para além da avaliação da Comissão Europeia, está também disponível a avaliação do FMI, que usa termos diferentes, e frequentemente mais duros, para caracterizar o progresso realizado (ou a falta dele).
Um exemplo:
“Competitiveness indicators have stabilized but no significant improvement is yet apparent. Collective wage agreements concluded through mid-year have shown moderation in the growth of private sector nominal wages (about 1.3 percent). However, with a decline in per-worker productivity, ULCs relative to average European levels have not improved materially. ”
Ou seja, na substância que interessa, aumento da capacidade de estar nos mercados internacionais a vender produtos portugueses, não estamos a conseguir ainda fazer reflectir resultados do processo de ajustamento. Na verdade, mais do que no plano formal do acordo, é nesta substância que se vai jogar de facto o futuro da economia portuguesa nas próximas décadas. É necessário verificar com atenção a evolução, sendo sobretudo preocupante a redução da produtividade por trabalhador. Os problemas existentes não se resumem ao sector financeiro, e é preciso que a acção não se fique pelo sector financeiro da economia.
17 \17\+00:00 Janeiro \17\+00:00 2012 às 11:22
Diria mesmo que não é só na área financeira que se joga o futuro de Portugal e já não é assim desde a sua fundação.
D. João II dizia mesmo que só lhe tinham deixado estradas por herança e não deixou de lançar o ciclo de ouro de nossa economia.
O que falta é um plano geoestratégico de médio longo prazo capaz de gerar um plano geopolítico e geoeconómico de médio e longo prazo que seja capaz de mobilizar as forças vivas da nossa terra.
Com isso virá os ganhos de produtividade, o empenho e a capacidade de superação, mesmo que a curto prazo seja necessário recorrer à tão falada e histórica resiliência nacional.
Mas para isso é necessário que os governantes façam tudo assertivamente com empenho, saber e visão.
O que não está, pelo menos a meu ver, a acontecer até agora.
Fria e objectivamente há sómente um pedido de esforço sem plano para além do financeiro e acresce que esse plano financeiro é nesta visão de curtíssimo prazo, não chega por si para relançar o nosso futuro.
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17 \17\+00:00 Janeiro \17\+00:00 2012 às 12:03
Nem mais, a questão é como se ajuda a construir esse plano, já que qualquer coisa que se diga não serve a um ou a outro, ou a vários, como gerar esse plano de forma descentralizada e alinhada com a vontade de fazer?
corremos o risco de no final destes dois anos de esforço “obrigado” pouco se ter avançado.
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