O Bastonário da Ordem dos Médicos deu ontem, a crer nos relatos da imprensa, verdadeiras bastonadas verbais na Entidade Reguladora da Saúde. É uma posição conhecida a da Ordem dos Médicos: extinção da Entidade Reguladora da Saúde.
Curiosamente, há dois dias atrás, Jorge Correia da Antena 1, ver nos posts de 15 de Setembro, deixou a descoberta a situação de serem cobradas taxas moderadoras para consultas em que o utente não está presente, e em que o médico de medicina geral e familiar fala com o especialista hospitalar. Ora, na medida em que os médicos podem ao reunir-se despoletar um pagamento por parte de uma terceira pessoas, o doente, sem que este tenha qualquer conhecimento até ao momento de lhe ser exigido o pagamento, será “fácil” criar essa actividade de consultas e gerar essa receita adicional, por pequena que seja em cada caso. Ou seja, não é difícil antecipar que podem estar preenchidas as condições para que ocorra “indução de procura”, aumento da actividade com o único objectivo de gerar maior receita para quem presta essa actividade (a definição técnica exacta é mais detalhada). Ora, esse é precisamente um dos campos de actuação da Entidade Reguladora da Saúde.
Mas a Entidade Reguladora da Saúde tem tido outras actividades importantes, mesmo que não vá através desta “indução de procura” (ou “indução de receita”, um novo conceito?), como os diversos estudos e recomendações que tem feito (e que permitem maior conhecimento comum da realidade, em lugar de visões pessoais de cada um de nós), bem como o sistema de avaliação de qualidade, ao qual as criticas devem ter como objectivo apresentar um melhor e não apenas dizer que não se gosta (e quando se tem um ranking apenas o primeiro, ou os primeiros, classificados nesses rankings gostam deles).
17 \17\+00:00 Setembro \17\+00:00 2011 às 08:53
Simples meu caro Pedro: a tentativa de combinar as “praticas anglosaxonicas com as praticas latinofrancofonas” para ter campeonatos competitivos e bons campeões, em Portugal ( mas não só), pode sempre ser comparada a uma apreciação sobre a maioria dos desafios de futebol que terminam empatados e com os ” árbitros e os espectadores” a dizer:”ainda bem que não houve golos polémicos e ganhou o meu clube”
Fvroxo
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17 \17\+00:00 Setembro \17\+00:00 2011 às 16:37
Os supervisionados nunca gostam de “chapeus de chuva” reguladores…
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