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Estaremos à porta de problemas?

1 Comentário

A notícia, surgida no jornal Público, a partir do Wall Street Journal, aqui, parece dar o sinal para um novo tipo de relacionamento da indústria farmacêutica com os serviços públicos de saúde em vários países. Resta saber se será generalizado, se será um argumento negocial contra as reduções de preços generalizadas que se têm vindo a verificar, ou se traduz realmente uma degradação importante na capacidade económica das empresas, e de estas conseguirem suportar atrasos nos pagamentos (no que acaba por ser na realidade e nos efeitos que produz uma actividade financeira de empréstimo de fundos aos hospitais).

Será que há já situações destas em Portugal? ou haverá a curto prazo? Há algum documento que possa ser partilhado que contenha uma avaliação e descrição dos atrasos de pagamentos dos hospitais portugueses?

Vale a pena relembrar que uma das medidas da Troika em geral é o pagamento atempado, e os hospitais públicos, qualquer que seja a sua natureza jurídica, deveriam procurar também respeitar essa imposição, com todos os seus fornecedores. E o Estado, nas suas múltiplas faces, devia igualmente pagar aos hospitais o que eventualmente lhes esteja a dever (e aqui estou a lembrar-me de declarações recentes de Pedro Lopes, Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares).

(publicado igualmente no blog Estado Vigil)

Desconhecida's avatar

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

One thought on “Estaremos à porta de problemas?

  1. Francisco Velez Roxo's avatar

    A economia da saúde e nela a economia de empresa nas organizações da saúde, ainda tem um longo caminho a percorrer na analise do financiamento.Porque no processo interno de gestão dos circuitos de informação relativos a ligação entre operations magement e cost accounting tenho dificuldades de encontrar muito rigor.Donde, em especial a ultima equipa da saúde pela forma como actuou, devia ser responsabilizada ” para alem da política” pela situação a que se chegou.
    Talvez se o circuito troiko do dinheiro que vão libertando ( no caso da saúde) se entrando permitisse pagar ( negociando descontos) a fornecedores muita coisa se resolvesse mais facilmente.
    Fvroxo

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