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Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE
Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.
4 \04\+00:00 Julho \04\+00:00 2011 às 22:46
Pedro
Primeiro – quero felicitar-te por este blog e pela qualidade que pões nele!!
Gostava também de comentar este teu post no Dinheiro Vivo. Acho muito avisada esta ponderação. As pessoas vão aceitando estes esforços enquanto tiverem esperança que sirvam para alguma coisa. E cada vez mais se percebe que iremos de esforço em esforço até que aconteça uma re-estruturação institucional dos instrumentos europeus (ou mais globais) que consiga reconfigurar a geometria do problema e por isso da solução. Parece-me mais ou menos inevitável que isso aconteça, mais ano menos ano mais mês menos mês, seja à força, isto é, empurrados pelas circunstâncias, ou por iniciativa própria. E se assim não for julgo que vai ser grave…
Não sei mesmo se os nossos dirigientes politicos chegam a acreditar que nestes esforços reside a solução. Transmitem cada vez mais a sensação de que não há muita alternativa, o que é diferente de acreditarem e fazerem acreditar que com eles se constrói a solução.
O timing do anúncio deste “imposto extraordinário” pareceu claramente executado para “inglês” ver… numa clara manobra de charme ao Conselho e às agências, afinal tão parecida com alguns usos do passado recente. Ficou-me também claramente a ideia (implicita, pois a mensagem explicita quiz ser determinção e transparência) que se estava a querer aproveitar já, depressa, o capital de esperança, ou talvez apenas o adicional de paciência que sempre decorre de significativas mudanças politicas, como a recente.
Inependentemente do que sempre se disser dos sindicatos (e alguns de santos nada têm, nem têm que ter) chegará talvez o momento em que o acumular dos esforços será sentido como “penitência” bastante para expiar a “culpabilização” portuguesa do incumprimento. Aí será bem mais complicado…
Seria bem mais avisado aproveitar o élan para executar algumas medidas já identificadas que nos proporcionem melhor estado, mais eficaz e eficiente… porque melhor mercado só com melhor estado, julgo eu!
Abraço
Daniel
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5 \05\+00:00 Julho \05\+00:00 2011 às 08:35
Olá Daniel,
Obrigado pelo teu comentário, e pelas tuas palavras amáveis.
É exactamente essa a questão que me preocupa – até onde se aceitará de forma relativamente pacífica medidas atrás de medidas. Sobretudo se começarem a ser vistas como falta de capacidade de quem nos governa de encontrar alternativas.
Sobre o papel do estado em Portugal, falaremos mais tarde, com tempo e cuidado, quando começarmos a ver se há mesmo coragem de actuar.
Abraço
Pedro
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