Momentos económicos… e não só

About economics in general, health economics most of the time


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Conferência anual da EGA

Participei na conferência da EUROPEAN GENERIC MEDICINES ASSOCIATION – 17th EGA Annual Conference – Generic Medicines Enhancing Pharmaceutical Competition and Ensuring Healthcare Sustainability (programa aqui). (16 de Junho de 2011)

Embora tenha decorrido em sistema de mesa redonda, moderada (e muito bem) pela Marina Caldas, a base da minha participação está no seguinte conjunto de slides. A conversa andou também à volta de outros aspectos, embora o tema que mais tempo recebeu tenha sido a chamada “patent linkage”.


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Apresentação no III Congresso da Ordem dos Enfermeiros

No dia 3 de Junho de 2011 participei no III Congresso da Ordem dos Enfermeiros, com uma apresentação sobre o tema “Os custos dos cuidados e as suas várias dimensões”, proposto pela organização.

A apresentação encontra-se disponível aqui: 3cong-enf-ppb.


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Colaboração em dinheirovivo.pt

Terei, nos próximos tempos, uma colaboração regular no novo site dinheirovivo.pt.

O primeiro texto é sobre o caminho que o novo governo poderá ter na saúde, e reproduzo abaixo. Também pode ser lido aqui.

Inicia-se agora um novo ciclo político. O ponto de partida está dado com a divulgação do acordo para a governação, Maioria para a Mudança. Para a área da Saúde, como para muitas outras, como é sabido, há um plano de acção estabelecido pelo Memorando de Entendimento estabelecido com a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu.

Interessa desde já começar a analisar em que medida os vários documentos de orientação, incluindo o que vier a ser o programa de governo, estão em concordância com o Memorando de Entendimento.

Avancemos com o acordo político para essa comparação.

O Memorando de Entendimento dá bastante atenção ao sector da saúde, com medidas muito concretas a aspectos mais gerais, e com margem de manobra para fazer escolhas de como atingir as poupanças necessárias. Lendo com atenção, o Memorando de Entendimento não coloca em questão o Serviço Nacional de Saúde enquanto elemento central da intervenção pública no campo da Saúde mas exige que este se transforme por forma a alcançar os seus objectivos com menos recursos. Significa que em vez de se gastar mais para fazer mais, o esforço tem de ser usar menos recursos para fazer pelo menos o mesmo, em termos de serviços à população.

Face a esta abordagem geral, que nos traz o acordo político? Um princípio geral de sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. Logo seguido de “máxima utilização de capacidade instalada”, e mencionando a “economia social”. Ora, aqui serão precisas importantes clarificações. Maximizar a capacidade instalada não é, no contexto actual, compatível com sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde. Aliás, retomando a opinião recente do Presidente da Entidade Reguladora de Saúde, há que reduzir a capacidade instalada, nomeadamente hospitalar, até por motivos de qualidade dos cuidados prestados. E só na zona de Lisboa, com a abertura em breve de novos hospitais, será preciso fechar capacidade no interior da cidade.

Mais do que maximizar a utilização da capacidade instalada na área da Saúde, importa a utilização racional dos serviços, adequando a sua capacidade às reais necessidades da população e às disponibilidades de recursos (financeiros, mas também humanos).

Uma das características mais marcantes, e distintivas, do sector da saúde enquanto actividade económica é a sua tentação para fazer sempre mais, quanto mais capacidade houver mais se tentará fazer, mesmo que com benefício quase inexistente para a população, e com custos elevados mas dispersos por toda a sociedade. Ora, parte da batalha que se avizinha é precisamente lutar contra a máxima utilização de toda e qualquer capacidade que exista, que seja identificada ou que seja criada. Ou, numa outra forma de dizer, entendendo a expressão no sentido de não haver desperdício de recursos, a máxima utilização da capacidade instalada passará também por redução de capacidade para se utilizar bem a que ficar. Veremos em breve que sentido preciso assumirá este ponto do acordo político, que início de ciclo teremos.