Momentos económicos… e não só

About economics in general, health economics most of the time


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ao que chega a necessidade de ouvir o que queremos…

hoje estou um pouco mais preguiçoso, afinal é época de Natal, e limitei-me a recolher as notícias sobre Artur Baptista da Silva – quem??? ler abaixo, mas quando me perguntaram quem era o senhor, não sabia, e quando fui à procura encontrei já o final da festa, de que faço cut and paste de seguida. A parte, preocupante, referente ao crivo jornalístico será certamente longamente discutida pelos próprios profissionais. E o que tem graça é que ele já “andava por aí” (ver aqui em maio de 2012, no primeiro comentário; também aqui)

Mas há também a parte de se ter querido acreditar na mensagem do senhor – procurar soluções que sejam não pagar a dívida, quando devíamos procurar soluções para fazer crescer a economia (e pagar as dívidas existentes).

E para divertimento e aprendizagem, há muitos artigos na imprensa e na internet sobre a “burla” de Artur Baptista da Silva, é só usar o Google ou consultar os sites dos principais jornais, aqui ficam alguns: aquiaquiaquiaquiaquiaqui). Não consigo deixar de ir adicionando links! : facebook de Artur Baptista da Silva,  aqui, alguns outros links aqui,  e opiniões mais sérias, aqui do Henrique Monteiro, e declaração de Nicolau Santos aqui e no Expresso aqui.

Da TSF:

Publicado ontem às 21:06

Esclarecimento sobre papel de Artur Baptista da Silva nas Nações Unidas
Paulo Tavares, editor de política da TSF
Perante dúvidas surgidas ao início da tarde sobre a idoneidade de Artur Baptista da Silva, que deu uma entrevista à TSF na qualidade de coordenador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a TSF tentou, ao longo do dia, confirmar suspeitas, que indicavam que não teria qualquer função naquela organização.Fontes da delegação portuguesa nas Nações Unidas, contactadas hoje pela TSF, dizem desconhecer Artur Baptista da Silva, e estranham a criação de um Observatório Económico e Social das Nações Unidas para a Europa do Sul. A TSF já confrontou Artur Baptista da Silva com estas suspeitas. Em dois contactos telefónicos distintos, durante a tarde, Baptista da Silva manteve a sua versão dos factos, mas recusou fazer prova de que, de facto, é funcionário das Nações Unidas. Nos últimos dois meses, Artur Baptista da Silva foi orador convidado em diversas conferências em Portugal, e deu entrevistas a diversos órgãos de comunicação social. Espaço público que ocupou a descrever as preocupações das Nações Unidas com os efeitos da crise nos países do Sul da Europa e a apontar caminhos alternativos.
Até ao momento não foi possível obter qualquer informação oficial das Nações Unidas, algo que a TSF continuará a tentar, mas por precaução e perante dúvidas ainda por esclarecer, a TSF decidiu retirar de antena e da página na internet os conteúdos relacionados com Artur Baptista da Silva.”

Publicado ontem às 23:53

 CGTP e UGT desmentem Artur Baptista da Silva
 Na entrevista que deu à TSF, Artur Baptista da Silva disse ter apresentado aos parceiros sociais o relatório produzido por ele e mais sete economistas de um alegado observatório das Nações Unidas, garantindo que o relatório foi bem recebido e que alguns dos parceiros se manifestaram mesmo disponíveis para assinar a proposta. A TSF foi tentar perceber como foram esses encontros.A CGTP foi contactada por Artur Baptista da Silva através de e-mail para ser recebido com caráter de urgência. O tema era a crise económica em Portugal.Ouvido pela TSF, Augusto Praça, responsável pelas relações internacionais da CGTP, explicou o que se passou nesse encontro.
Na entrevista à TSF, Artur Baptista da Silva afirmou que uma central sindical lhe terá dito que «se estiverem interessados, nós estamos disponíveis para assinar a vossa proposta, subscrever aquela que pensam que será a solução».No entanto, em declarações à TSF, Augusto Praça disse que nunca subscreveu nada.
Também o secretário-geral da UGT, contactado pela TSF, confirmou que recebeu Artur Baptista da Silva para uma conversa sobre a atual situação do país.João Proença disse que Artur Baptista da Silva lhe entregou um documento, com cerca de 20 páginas, com ideias soltas e que em nada lhe pareceu tratar-se de um estudo, apenas uma compilação de ideias que poderiam servir para uma discussão sobre questões económicas.”
Publicado hoje às 08:02

Artur Baptista da Silva esteve preso até dezembro do ano passado
O Diário de Notícias acrescenta, esta manhã, novos dados sobre o caso polémico de Artur Baptista da Silva, adiantando que ele esteve preso até dezembro do ano passado.
No início de dezembro Artur Baptista da Silva foi orador convidado no grémio literário, em Lisboa, sendo apresentado como professor na Milton Wisconsin University, nos Estados Unidos, uma universidade que foi encerrada em 1982. Esta manhã, o Diário de Noticias acrescenta outros dados, nomeadamente o de que que Artur Baptista da Silva esteve preso até dezembro do ano passado.
O DN adianta que cumpriu desde 1993 várias penas por crimes como burla, abuso de confiança e emissão de cheques sem cobertura. Para além de se apresentar como professor numa universidade norte-americana que fechou as portas há 30 anos, o DN aponta outras falsidades. Já se apresentou como consultor do Banco Mundial, cargo que segundo o jornal nunca exerceu. O nome de Artur Baptista da Silva também não consta da lista de deputados da assembleia constituinte em 1975 ao contrário do que terá dito.”


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o “sistema” contra-ataca…

Há uns tempos, descrevi o processo pelo qual o meu filho conseguiu (?) deixar de ser considerado como nascido em 1927.

Ora, julgava eu que tinha terminado o processo, quando se dá o caso de ele recentemente ter ido a uma consulta no centro de saúde. A primeira depois de tudo o que relatei.

Confiando agora nas suas palavras, dirigiu-se ao balcão de atendimento administrativo, entregou a senha de atendimento, e recebeu o comentário, senhor “Raul” (nome fictício) o senhor está reformado. O que obviamente não coincidia com a pessoa que se encontrava defronte da jovem funcionária que o atendia. Felizmente, percebeu logo que era engano e fez a ligação com a história que aqui relatei há semanas. Pegou então no telefone, na sequência desse telefonema preencheu e alterou os dados no “sistema”, fazendo a actualização para a idade correcta. Na base de dados que vai “beber” a informação ao cartão do cidadão, a idade estava correcta.

O ter surgido outra vez este problema é surpreendente uma vez que via portal da saúde a idade está correcta desde a terceira semana de Novembro, e nesse mesmo dia telefonei e confirmei telefonicamente para este mesmo centro de saúde a idade no registo.

Terá sido esta a última vez que tal sucedeu? será que da próxima vez voltará o meu filho a ter mais de 80 anos nos registos do Serviço Nacional de Saúde? Há claramente diversos “sistemas” internos que não comunicam nem se actualizam automaticamente (não estão “sincronizados” na linguagem techy dos dias de hoje). Fica a sugestão dos serviços informáticos do Ministério da Saúde darem atenção a este aspecto das actualizações do sistema informático.

O “sistema” está aí…à espera…de contra-atacar… até ao próximo episódio.

Hal 2001


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Estado social, refundação e como intervir

Os últimos dias tiveram diversas realizações que procuram dar resposta ao pedido de debate sobre a refundação do estado social (aceitemos por agora esta denominação).

A principal preocupação que tem surgido é saber se esta será uma discussão para levar a sério, ou apenas uma forma de “vender” os cortes de 4 mil milhões de euros. Ora, discutir apenas cortes ou discutir que estado queremos para a sociedade portuguesa são aspectos muito distintos, e convém sejam apresentados princípios e evidência relevantes. No entanto, persiste a dúvida de saber se haverá alguma estruturação desta discussão que envolva a sociedade de uma forma ampla, ou se ficará por maior ou menor vozearia no Parlamento e entre os partidos políticos, com algumas manchetes de jornais e aberturas de telejornais à mistura.

A importância do assunto justifica uma organização diferente, de saber que os contributos serão de facto ouvidos e ponderados. Infelizmente, toda a história passada de deliberação pública em Portugal está contra a expectativa de os actores políticos ouvirem de facto a sociedade (e não se limitarem a ouvir a si mesmos e respectivos ecos).


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just for fun…

a Moody’s deslocou o foco de atenção para França, e o inimigo público descobriu porquê, a parte interessante é saber que caminho percorrerá agora a França, que se começa a parecer com a Espanha.

Em qualquer caso, é mau para nós que parte dos nossos principais mercados de exportações cresça menos; pode criar um mercado de exportação de experiência de austeridade, em que iremos aos outros países explicar como se faz, mas duvido que venha a ter grande popularidade.


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100,000 páginas vistas

valor ultrapassado na noite passada; ao fim de um ano e quatro meses, este blog passou o marco das 100,000 páginas vistas ! obrigado a todos os que vão lendo e comentando.


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imagens que dizem muito

a visão que se vai construindo de um governo e dos ministros que dele fazem parte é também resultado da forma como os mesmos são tratados na imprensa (nos meios de comunicação em geral), quer no que reproduzem e destaques que fazem quer nas imagens.

Vem este comentário a propósito de uma fotografia recente do ministro das finanças, que contrasta com as iniciais, em que a “inocência” nos debates parlamentares estava associada com um cumplicidade risonha com o primeiro ministro. Agora, surge sozinho, com sombras sobre o seu caminho.

 

 

 


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Yes Minister

é uma série inglesa, com um conjunto memorável de frases a reter.

E a propósito de títulos como

“Comissão nega negociações com Espanha para novo resgate”

é de recuperar umas dessas frases:

“The first rule of politics: never believe anything until it’s been officially denied.”

Nestes aspectos de resgates financeiros de grande volume, não se andam a discutir os detalhes de forma pública, pelo que serão sempre desmentidos até que sejam formalizados. Quer haja negociações quer não haja, é sempre melhor recusar a ideia de existência dessas negociações.

Espanha e o caminho que está a seguir tem fortes semelhanças com o que Portugal seguiu, até no anúncio de planos para evitar o resgate financeiro internacional.


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Lisboa em Agosto, cidade de turistas

Com as temperaturas quentes, e muita gente de férias, o que mais se nota na rua é o elevado número de turistas, a passear a pé, mas também carros de matricula sobretudo espanhola a circular pela cidade.

Pelas suas indecisões de condução e por perguntas que por vezes fazem de condutor para condutor via janelas abertas, percebe-se que se o sol convida, se os roteiros turísticos internacionais convidam, o turista que cá chega de automóvel (o espanhol) tem dificuldades de orientação na cidade por falta de sinalização, e (provável) desconhecimento dos parques automóveis cobertos disponíveis. Só por curiosidade fui “espiar” que informação um turista estrangeiro encontra.

Embora haja alguma informação, poderia ser facilmente melhorada

– o site do turismo de Portugal (www.visitlisboa.com) poderia ter uma versão espanhola, e informação específica para o turista automobilizado

– o site da CM Lisboa poderia ter uma página para o turista estrangeiro, nem que fosse de ligações para outros sites,

– poderia haver app’s para telemóveis que tivessem percursos pedestres e indicações específicas para turistas de automóvel (não é preciso inventar muito, basta ir ver o que está disponível para cidades como Londres – onde existe um guia para descarregar para o telemóvel só de Regent Street e arredores -, Barcelona e Paris, por exemplo).

Para restaurantes e locais de interesse existe informação disponível para o turista se orientar, mas pode-se dar ainda mais passos para lhes facilitar a vida na cidade (e no caso dos turistas de automóvel, facilitar a vida a todos).


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Jogos Olímpicos de 1984 – 12 Agosto

Estamos em ano de jogos olímpicos, e de memórias.

Há momentos de história colectiva que ficam na história individual. Os Jogos Olimpicos de 1984 são um desses momentos da minha memória individual, que partilham uma história colectiva – Carlos Lopes ganha a maratona olímpica, e a primeira medalha de ouro para Portugal. Assisti pela televisão, madrugada dentro, ainda vi o sol nascer em Portugal, com a sua primeira medalha olímpica, e esperar sem dormir para ir comprar os jornais desportivos, não havia internet na altura. A descrição da corrida aqui, que não faz justiça à emoção de ver na televisão  a corrida de Carlos Lopes, sentindo cada passada dele. É o mais velho vencedor de uma maratona olímpica, aos 37 anos; bateu no ano seguinte o recorde mundial da maratona, e foi atropelado pouco antes da maratona olímpica na segunda circular “Faltava pouco mais de uma semana para a partida para Los Angeles, quando, no decorrer de um treino, junto ao Estádio da Luz, Carlos Lopes foi atropelado. ”Senti-me no ar, aos piparotes, caí e…levei algum tempo a levantar-me, com medo de pensar que já não iria a Los Angeles. Ergui-me e a primeira coisa que fiz foi tentar correr. Corri…o sonho podia continuar.” (palavras de Carlos Lopes).

E chegou a um episódio dos Simpson! No ano seguinte ainda ganha de forma impressionante o titulo mundial de corta-mato e bate o recorde mundial da maratona.


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1 ano de momentos económicos !

Um ano de blog ! Obrigado a todos pelos comentários

que foram fazendo ao longo deste primeiro ano!

E agora algumas estatísticas sobre o blog: