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no dinheirovivo.pt de hoje,

1 Comentário

sobre as saídas de funcionários públicos. Sendo certo que irá e deverá haver uma redução no número de funcionários públicos nos próximos tempos, o objectivo não pode ser apenas reduzir por reduzir. A própria gestão de recursos humanos na administração pública tem que mudar. Não só os que ficam deverão ter um enquadramento diferente, como o recrutamento futuro deve ser acautelado.

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Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

One thought on “no dinheirovivo.pt de hoje,

  1. Carlos Duarte's avatar

    Caro Prof. Pitta Barros,

    Li com interesse o seu artigo no Dinheirovivo (e já agora, os restantes por aqui) e apesar de concordar consigo, não estou a ver como se implementa.

    Por razões pessoais, vi-me confrontado com o modus operandi do funcionarismo publico, na sua vertente do Ensino Superior Público. Os concursos de admissão de pessoal docente são – apesar da lei em vigor ser melhor que no passado – “à medida”, com avaliações de júri absolutamente parcelares para os candidatos da casa (com algumas, mas infelizmente poucas, honrosas excepções) e em que os méritos não são comparados como tais, mas antes em função de quem já foi escolhido para o lugar. E não estou a falar de UM caso, mas de diversos (que não são para partilha em forum público, mas tenho todo o gosto em detalhar-lhe por email).

    No outro lado da “balança”, não há responsabilização nenhuma. Lembro-me bem do meu tempo de estudantes e de professores absolutamente inúteis (quer pedagogicamente que em termos científicos), mas que por lá andavam e por lá ainda andam – apesar das queixas dos alunos.

    Isto – e com as devidas adaptações – é transversal a toda a administração pública… e assim não vamos lá. A administração pública deve ter os melhores (não forçosamente os “de topo”, porque não pode competir somente em termos salariais), deve ser profissional e apolítica (os directores-gerais NÃO PODEM ser cargos de confiança ou nomeação política) mas deve ser igualmente competitiva – os melhores devem ficar mas os maus (não os “piores”, note-se…) devem sair.

    Do modo como as coisas estão, estou – e passo a expressão – de malas sempre a postos, para a altura em que me farte e atire a toalha para dentro do ringue. Porque assim não vale a pena trabalhar ou investir no nosso país.

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