Momentos económicos… e não só

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no dinheirovivo.pt de hoje,

7 comentários

a questão de 3 ou 4 anos no programa com a troika ganhou de repente contornos curiosos, afinal são três porque um partido quis, mas o outro queria 4, o partido que quer três anos é o que estiver no governo, o que quer quatro é o que estiver na oposição, pelos vistos quando mudam os partidos mudam as suas opiniões sobre os anos – mas o que mais me preocupa é não sabermos que diferença faz serem três ou quatro anos, e se é preferível três ou quatro; a primeira impressão da maior parte das pessoas parece ser que quatro anos é melhor, mas será mesmo assim? não dependerá dos objectivos a que nos propomos? foi este o ponto de partida para o meu artigo de hoje no dinheirovivo.pt, aqui.

Desconhecida's avatar

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

7 thoughts on “no dinheirovivo.pt de hoje,

  1. Duarte Nuno's avatar

    a ideia seria alongar e repartir o esforço pelos 4 anos, .. mas o que aqui interessa realçar é que as opinioes mudam consoante se esta ou nao na oposiçao,… o país tem que mudar de atitude pois estes jogos politicos nao servem o país…
    Tem que seguramente haver mais gente apartidaria nos governos e nao so como secretarios de estado… e mais partidos para mais opinioes, para nao haver jogadas de centrão…
    Quanto ao programa, se o pudermos cumprir em 3 anos cumprimos,… mas creio que vai ser muito complicado

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  2. Duarte Nuno's avatar

    e teremos que pensar em mais austeridade, nas forças militares, no controlo das compras na saude, sem demagogias e com racionalidade economica… – Ha muita margem
    imaginamos agora todos nos, se houvesse mais dinheiro, temos uma economia e aparelho do Estado ineficiente,…
    Foi um choque violento? Foi, mas tinha que ser assim, pois os politicos jamais querem ser responsabilizados nas urnas, é sempre preferivel mentir..

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  3. Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE's avatar

    Pois, repartir por quatro anos em vez de três tem o pressuposto de que o custo do ajustamento será o mesmo, no total, pelo que custaria menos em cada ano, será mesmo assim?
    como podemos evitar que se for quatro anos, simplesmente se volte a deixar tudo para o fim, porque afinal temos mais tempo, e fazer menos agora não poderá aumentar os custos de depois ajustar?
    Eu entendo esse primeiro argumento de tudo o resto constante repartir por quatro anos tem menos custos em cada ano, mas questiono se tudo o resto é de facto constante – e preferia que se fizesse tudo para cumprir em 3 anos, não só para ser bom aluno, mas para deixar para trás o mais rapidamente possível esta fase.
    E já agora pedir que a discussão sobre o tempo de ajustamento seja com base no que ganhamos ou perdemos e não com base em quem disse o quê no passado !

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  4. Duarte Nuno's avatar

    Ora, entao concordamos, tambem prefiro 3 anos pelas mesmas razoes, até porque sabemos que mais tempo significa deixar as coisas importantes para o final,…
    Para se discutir o que ganhamos e perdemos é preciso sermos bons negociantes la fora,.. mas creio que isso nao acontece, será mais uma novela de lavar roupa suja
    Para sermos bons negociantes necessitamos de gente apartidaria, com bom cv,..

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  5. Duarte Nuno's avatar

    por outro lado o que significará no longo prazo (10-15 anos) ser bom aluno?
    – mais fundos comunitarios para obras que nao se ajustam as nossas necessidades? Mais betao e estrada?
    – a Islandia é um bom aluno, mas num outro modo, nao sacrificou tanto a sua populaçao e nao cedeu à banca, esta a crescer,…. e rapidamente passou a fase negra.. dito de outra maneira, nao quis ser um bom aluno à maneira da banca…

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  6. Gonçalo Boavida's avatar

    Qual de nós, quando miúdo não pediu à mãe que arrancasse o penso “devagarinho para não doer” … mas qual das nossas mães o fez? Todos sabemos hoje que o penso do joelho se tira de uma só vez, se tem que doer que doa rapido e de uma vez só – o alívio vem logo depois.

    Sinceramente, e tentando (na medida do possível) deixar a política (ou melhor, os partidos) de lado, diria que as reformas que se fazem actualmente na sociedade portuguesa têm necessiariamente impactos fortes – ou não fossem elas estruturais – para o bem e para o mal, para os que resultados que produzem e para as dificuldades que implicam. O país está a tentar fazer em 3 anos aquilo que efectivamente devia ter começado a fazer, pelo menos, desde 2000. E agora não creio que haja forma de adiar.
    Creio que vale a pena manter o esforço. Se é para doer que doa de uma vez só.

    A verdade é que a grande maioria das reformas implementadas, e a implementar, darão bons frutos a médio/longo prazo à custa de algum esforço no curto prazo. “Ganhar” um ano para as implementar não só adiará a retoma, não só não nos trará “alívio” significativo na austeridade, como dificultará a aceitação de medidas difíceis, desmotivará todos os actores e ainda nos arriscamos a cruzar timmings políticos capazes de implodir com o esforço de todos (e com os reais sacríficios de muitos).

    Sobre a competitividade e os bens transaccionáveis: e apesar de achar que Vitor Bento já disse (quase) tudo… diria que convém lembrar que mesmo os NÃO Transacionáveis (NT) têm muito a ganhar com a aposta nos Transácionáveis (T). A grande maioria destes últimos opera dentro e fora e inevitavelmente elevarão o padrão de qualidades dos NT. A tecnologia importada pelos T chegará sempre também aos que operam apenas por, e para, cá. Os T que concorrem com preço e qualidade lá fora obrigarão os NT a ter preço e qualidade cá dentro sob pena de fecharem de vez.

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  7. Duarte Nuno's avatar

    Mas o sector dos NT esta interessado nesses ventos de mudança?
    Porque o sector dos NT nao resolve de maneira autonoma isso?
    – nao creio
    E depois o que acha Vitor Bento é um modelo que demorará 10-15 anos a implementar,… e como sabe nem todos estao interessados nessas mudanças nos NT..
    Para alem disso o sector T vai descolar porque tem velocidade propria, o sector dos NT é um pouco a velocidade lenta do Estado.. faz diferença
    Alias veremos se este ciclo mau aluno – bom aluno – mau aluno nao ficará para sempre na economia portuguesa… Gostaria que mesmo que nao

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