apesar de tudo, ainda há aspectos técnicos a discutir, que os políticos vão ser tratados até à exaustão; nos aspectos técnicos interessa-me em particular saber se a descida da TSU como anunciado pode ter o resultado pretendido, como descrevo na contribuição para o dinheirovivo.pt de hoje. Não é só uma questão de as empresas decidirem ficar os fundos libertados pelos trabalhadores, é a existência de isenções de contribuição que já existem (e para esses casos esta medida nada adiciona) e ter conhecimento do que é a principal barreira ao investimento e à contratação de mais trabalhadores.
Além de que a prazo o relevante é a soma das duas contribuições, trabalhadores e empresas, e essa subiu face ao que existia antes. Aliás, é curioso a preocupação expressa por empresários de que esta medida seja má e que preferiam como estava – se é apenas pela distribuição diferente de encargos em termos oficiais, têm a possibilidade de a compensar aumentando os salários aos trabalhadores, embora haja sempre 1,5% adicionais de contribuição que terão de ser pagos por alguém.