a avaliação dos professores em cada curso pelos alunos é algo comum no ensino superior há já bastantes anos, mas surpreendentemente nunca houve grande atenção ao estudo dos resultados no sentido de perceber que regularidades estão subjacentes às avaliações – são usadas para lidar com problemas de cursos individuais, mas poderiam ser utilizadas de forma mais geral
foi isso que fizeram dois professores italianos, “The good, the bad, and the ugly: teaching evaluations, beauty and abilities“, tendo chegado a algumas conclusões:
- a importância de “ser bonito” – professores/professoras considerados fisicamente mais atractivos recebem melhores avaliações, mesmo depois de controlados outros factores, como idade, qualificação, etc…
- professores catedráticos, o topo de carreira, tendem a receber menores avaliações que professores auxiliares, o início de carreira
- grupos grandes de alunos em cada turma estão associados com menores avaliações do professor
- os alunos de gestão, direito, engenharia informática e história tendem a dar melhores avaliações aos professores do que os alunos de economia, matemática, linguas estrangeiras e estatística.
Seria interessante saber um dia se estas mesmas regularidades se verificam nas universidades portuguesas.
28 \28\+00:00 Abril \28\+00:00 2012 às 09:06
Há várias trabalhos sobre este tema… é muito controverso.
Agora não encontro a referencia…mas há uma experiência em que colocaram um “palhaço” (de profissão) a fazer de professor numa aula, a única indicação que ele tinha era fazer de professor e, por isso, passou o tempo de aulas a inventar matéria e fazer algumas gracinhas. A mesma turma foi sujeita a aulas “verdadeiras” com um professor a sério. Comparando as avaliações dos alunos a ambos os docentes, o palhaço saiu-se melhor que o professor.
Há um outro trabalho com um resultado “surprise”:
“the measure of teacher effectiveness is negatively correlated with the students’ evaluations of professors: in other words, teachers who are associated with better subsequent performance receive worst evaluations from
their students”…
Evaluating students’ evaluations of professors
Michela Braga, Marco Paccagnella, Michele Pellizzari (2011)
IGIER, Working Paper n. 384
Por experiência própria, os alunos avaliam melhor o professor que dá boas notas (em média, a avaliação é sobrevalorizada) do que o professor que é mais exigente e dá notas mais baixas/reais.
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28 \28\+00:00 Abril \28\+00:00 2012 às 09:11
Ah esqueci-me… há outros estudos sobre a importancia da beleza. É um dado confirmado que as pessoas mais bonitas são melhor sucedidas que as feias e gordas… A malta de recursos humanos dos EUA tem feito vários trabalhos sobre este tema, o que levanta alguns problemas complicados de se resolver…
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