O prioritário será mesmo garantir que as medidas acordadas com a troika são executadas.
Primeira missão, arrumar as que têm de estar prontas em Setembro, tão cedo quanto possível para libertar tempo para pensar as seguintes. As equipas técnicas do Ministério da Saúde já devem estar a trabalhar nisso. Assim, se tudo estiver a correr bem, será só ler para validar e fazer seguir essas primeiras medidas.
A partir daqui, há que respirar fundo.
Segundo passo, medidas quantificadas existem na área do medicamento, pelo que há que garantir o mecanismo permanente de acompanhamento dessa despesa, procurando saber se cada mês que passa nos coloca mais perto ou mais longe dos objectivos traçados.
Terceiro passo, distinguir entre as medidas que correspondem apenas a ajustamentos legislativos, e que como tal podem ser já colocadas em andamento, das que necessitam de pensamento prévio. Entretanto, há que ganhar o máximo conhecimento possível do sector, sabendo que cada fonte de informação fora do Ministério da Saúde tem os seus interesses próprios (e não faltarão certamente pedidos de reunião para cada grupo esclarecer da bondade do seu caso e da força dos seus argumentos).
Quarto passo, tratar das matérias difíceis, reorganização e criação de sistemas de monitorização. É pedido pela acordo com a troika, mas é também ferramenta essencial para ter informação de gestão a tempo e horas, para evitar que surjam surpresas nas contas.
Ao mesmo tempo, há que tratar da proposta para Orçamento do Estado para 2012, não vai ser fácil.
A reorganização e procura de poupanças através de ganhos de eficiência vão quase forçosamente implicar encerramentos de serviços. Discussão que já foi sendo preparada pelo Presidente da Entidade Reguladora da Saúde, é aproveitar esse ponto de partida. A razoabilidade técnica está presente, segundo vários documentos. A dificuldade vai ser a comunicação e a transformação em paz social com as populações.
É aqui que a experiência passada de transformar a administração pública se revelará de grande utilidade.
No meio destas várias fases, há que ir organizando as respostas às perguntas dos jornalistas, e certamente dos partidos da oposição.
Haja tempo para tudo.
Orçamento aprovado, foquemos novamente na reorganização, monitorização e controle das despesas.
Preparar para Janeiro a aplicação da actualização automática das taxas moderadoras, que dão sempre uns dias de atenção (e tensão) mediática.
(nota: este é um post de pura ficção)