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vida com o coronavirus (7)

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Primeiro dia em estado de emergência. Olhando pela janela, não há grande diferença face ao dia de ontem, que foi já bastante vazio na rua. O dia de trabalho transformado num conjunto de videochamadas seguidas. É a substituição das reuniões presenciais pelos novos modelos de teletrabalho colectivos. Curioso, porque quando se falava em teletrabalho, associava a distância do local habitual de trabalho, mas sobretudo trabalho solitário, com umas quantas mensagens ou telefonemas quando muito. Mas agora, com tudo passado para comunicação remota, volta a gestão de reuniões simultâneas – aliás, será de perceber se pode passar a estar em duas ou mais reuniões ao mesmo tempo. Mas também terá de ser desenvolvida toda uma nova “etiqueta” a aplicar nestas reuniões – a capacidade de distração em reuniões grandes passa a ser muito maior, é mais fácil estar a fazer outras coisas ao mesmo tempo – não é claro se irá diminuir ou aumentar a produtividade das reuniões na verdade.

Toda esta transição torna ainda mais essenciais duas infra-estruturas de rede: electricidade e telecomunicações (internet). Se não falharem nos próximos tempos, o choque económico será menos negativo.

Tal como recomendado pela Organização Mundial de Saúde, ver noticias apenas duas vezes por dia é central para concentrar a atenção no que precisa de ser feito. E das noticias, destaco duas delas. A primeira, uma preocupação crescente com as consequências económicas e sociais do estado de emergência. A segunda, uma menor obsessão (pareceu-me) com os números de casos – que voltaram a crescer mas dando um bom sinal pelo segundo dia consecutivo. No entanto, estamos ainda muito longe de ter o problema resolvido, e o sinal só é verdadeiramente bom se refletir uma menor pressão sobre os serviços de saúde por evolução menos rápida dos contágios.

Para amanhã, um comentário sobre as medidas que serão anunciadas pelo Governo para o estado de emergência.

 

 

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

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