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e prepara-se um “verão quente”

3 comentários

no campo do medicamento, e com uma tomada de posição (aqui) para tentar colocar um fim nas práticas de determinação de preços por referenciação internacional. Não é clara qual a solução que com transparência de informação sobre os preços consegue satisfazer todas as partes.

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

3 thoughts on “e prepara-se um “verão quente”

  1. a ideia de tirar do cabaz de preços os países intervencionados tem a sua graça. daqui a uns meses quantos países teremos para determinados medicamentos?

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  2. ficam os preços da Alemanha?
    agora a sério, o que provavelmente irá suceder é a procura de mecanismos não observáveis internacionalmente de descontos de preços. Alguns dos acordos de risk sharing já fazem isso. Demorará depois algum tempo a que esses acordos de descontos de preço (mascarados de acordos de acesso ao mercado) se generalizem, o que adiará a pressão actual da comparação de preços internacional. Aliás, remetendo a condição do desconto de preços para algo que seja apenas observável pelas partes nacionais, consegue-se provavelmente evitar de forma generalizada a referenciação internacional.
    O único senão desta estratégia é os acordos de risk sharing como elemento de desconto nos preços terem demasiado risco associado quando o número potencial de doentes é incerto e elevado.
    Por isso, estou curioso por ver que solução criativa é encontrada.

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    • a solução será sempre penalizadora para os pagadores/doentes, creio que iremos observar menos transparência e maximização das rendas por parte dos vendedores. Não digo que a situação actual não contenha demasiadas perversidades para poder continuar mas a alternativa será extremamente penalizadora. Como podes saber se o desconto existe se não sabes qual é o preço pelo qual o vizinho compra? Os acordos de risk sharing nas PFI/PPP têm-se revelado desastrosos na área da prestação de cuidados, achas que se fará melhor no sector do medicamento? Quando se partilha o risco na saúde quem fica sempre com o risco?

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