Momentos económicos… e não só

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desafio à apresentação de comentários

6 comentários

recebi de um leitor amigo o seguinte desafio:

“A imprensa apresenta hoje uma notícia de proposta de nova moeda para a Grécia feita por economistas do Deutsche Bank. Procurei no “Momentos …e não só” mas não encontrei qualquer comentário.
Nas notícias a nova moeda aparece designada como “geuro” o que me parece um erro. No texto do DB deve aparecer “Geuro” pois deve estar em alemão, em que G tem sempre o valor “guê” o que, como sabe, não acontece em português.
Assim, creio que deveríamos escrever G-euro ou então Gueuro.
Certamente que a idéia é g de “Grécia” e não de “gelado”…. embora as coisas por lá não estejam simpáticas!”

Como entre exames e trabalhos para corrigir, provas académicas várias, preparação de relatórios, não tive ainda tempo de me informar e pensar com detalhe sobre o assunto, lanço o desafio e apelo à apresentação de comentários !

Procurarei também comentar o G-euro nos próximos dias – racionalidade, efeitos previsíveis, experiências similares conhecidas…

Autor: Pedro Pita Barros, professor na Nova SBE

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

6 thoughts on “desafio à apresentação de comentários

  1. Pedro
    A geopolitica tem mistérios que o Capitalismo ( financeiro) nao desconhece; apesar de desde o tempo dos Medici evidenciarem que o dinheiro nao tem nem precisa ter nome nem nome de marca.E e um tema geopolitico.
    Logo a moeda grega a ter o G sera uma nova etapa do posicionamento geopolitico da Europa.Do tipo, desculpem qualquer coisinha.
    Para Portugal se tal acontecer seri o P-euro? de posicionamento pra frente sem medo ( recordando a forma como partimos mar a dentro há muitos anos).
    Muito honestamente este tema só poderia vir de um Banco Alemão:)))
    o tema Grego e outro.Basta pensar na vizinha Chipre.
    Abraco Roxo

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  2. O ponto básico, segundo meu juízo, é a impossibilidade, para cada país do EURO, de emitir moeda para liquidar sua dívida pública. Este me parece o exercício básico que os economistas europeus deveriam fazer: o impacto da monetização da dívida pública. Claro, se uma política dessa é anunciada, o efeito seria um provável aumento no nível geral de preços e um efeito incerto no câmbio e um efeito depressivo nos juros que ficaria por conta dos bancos – os responsáveis, junto com os políticos que endividaram seus países, pelo endividamento descabido.Uma boa regra seria a proibição do endividamento público se não for em moeda que o país emite – no caso do EURO uma impossibilidade geral.

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  3. CSJ
    G-euro
    “A Grécia poderia assim desvalorizar a sua própria moeda, sem sair formalmente do euro”. Lê-se em várias notícias.

    Como é que isto se pode fazer?
    Numa união monetária?

    Na imprensa internacional há comentadores a dar como exemplo o caso do Uruguai que usa o peso nas transacções internas e o dólar nas “externas” fixando o câmbio diariamente.
    Gostava de ouvir as pessoas de Finanças e de Economia. Gosto muito de aprender com quem sabe. E agradeço.

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  4. Em certa medida o G-euro é uma experiência ainda não feita. A utilização de duas moedas ao mesmo tempo num país já sucedeu na Argentina, conforme se pode ler neste artigo (http://www.nytimes.com/2001/08/26/world/argentina-s-stopgap-cash-gets-some-funny-looks.html), enviado por correio electrónico.

    Para além da Argentina, e saindo do contexto de crise por um pouco, há ou houve países que funcionaram informalmente com dupla moeda – uma é a local, do país, a outra é o dólar, nomeadamente no sector do turismo. Ou seja, é possível as pessoas trabalharem com duas moedas ao mesmo tempo num país.

    Em termos de desvalorização, esta tem três efeitos – por um lado, mantendo-se os preços nacionais, expressos em moeda nacional, constantes, então uma desvalorização baixa o preço das exportações medido em moeda internacional e aumenta o preço das importações. Tem também um efeito sobre a riqueza – um mesmo valor de moeda nacional fica a valer menos, por exemplo, casas ou dívidas em moeda estrangeira ficam a valer mais em moeda nacional.

    Com dupla moeda, uma dessas moedas trata dos dois primeiros efeitos, e a outra moeda trata da manutenção da riqueza.

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  5. Sinceramente pelo que pude ler Geuro foi o nome teorírco dado pela equipa de Thomas Mayer à sua proposta. Algo como Unidade Monetaária de Conta de Conversão entre Euro e Dracma seria um pouco longo:)
    Sinceramente o que me interessa é a viabilidade. Teóricamente é um exercício válido na prática parece-me pouco verosímil embora fosse na minha opinião um dos menos mais dos cenários de saída da Grécia do Euro.
    http://www.euractiv.com/euro-finance/german-economist-proposes-geuro-greece-news-512896
    Para aqueles que sabem Alemão
    http://www.maerkischeallgemeine.de/cms/beitrag/12331135/5934832/UPDATE-Deutsche-Bank-Chefvolkswirt-Mayer-sieht-Geuro-kommen.html

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  6. O grande problema é a Grécia estar numa união monetária. Argentina, Uruguai, Portugal nos anos 80, por exemplo, não podem servir de “modelo”.
    Aqui o “G-euro” parece corresponder a títulos de dívida que seriam distribuídos em pagamentos internos em salários, pensões etc, provavelmente no sector Estado. Será?
    De qualquer forma é um tremendo susto para nós em Portugal.
    Este art. do Finantial Times Deutschland parece-me muito interessante:
    http://www.ftd.de/unternehmen/finanzdienstleister/:hintergrund-geuro-griechenland-rettung-auf-abwegen/70041765.html

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